Presidente da Assembleia acredita que Estado possui backups das informações e afirma que investigação seguirá mesmo com possíveis dificuldades
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, descartou interpretar a falta de comunicação prévia sobre a invasão ao sistema da Secretaria de Estado de Saúde como uma traição institucional ao Parlamento.
Questionado sobre a ausência de informações repassadas à Assembleia, o deputado afirmou que o episódio deve ser tratado como uma falha grave da administração pública e não como uma tentativa deliberada de omitir informações do Legislativo.
“Eu não vou levar para esse lado. Foi uma falha do Estado. Quando o Estado falha, ele não tem obrigação de comunicar previamente à Assembleia. Acredito que não comunicaram justamente porque se trata de uma falha muito grave”, afirmou.
Assembleia vai acompanhar apuração
Russi ressaltou que o Parlamento não tinha conhecimento do ataque cibernético até a divulgação do caso, mas garantiu que a situação passará a ser acompanhada de perto pelos deputados.
“Nós não tínhamos conhecimento disso. Agora temos conhecimento e vamos averiguar”, declarou.
O presidente da Assembleia destacou ainda que o episódio exige investigação para identificar a extensão dos danos causados pela invasão e verificar quais medidas serão adotadas para evitar novos incidentes.
CPI seguirá normalmente
Durante a entrevista, Russi também comentou os possíveis impactos do ataque nas investigações conduzidas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que analisa questões relacionadas à Secretaria de Saúde.
Segundo ele, o episódio pode gerar dificuldades operacionais e atrasos, mas não será suficiente para interromper ou inviabilizar os trabalhos da comissão.
“Pode dificultar, pode atrasar e até criar uma cortina de fumaça, mas tenho certeza de que isso não vai impedir o trabalho da CPI”, afirmou.
Confiança em sistemas de backup
O parlamentar disse acreditar que o Estado possui mecanismos de proteção capazes de preservar os dados mesmo diante de um ataque cibernético.
Para ele, órgãos públicos de grande porte normalmente mantêm cópias de segurança armazenadas em diferentes locais justamente para evitar perdas definitivas de informações.
“Qualquer instituição do tamanho do Estado, da Assembleia, do Tribunal de Justiça ou do Ministério Público costuma armazenar suas informações em mais de um local. Algumas empresas mantêm até três cópias de segurança”, explicou.
Expectativa de recuperação dos dados
Max Russi afirmou confiar que as informações eventualmente afetadas pela invasão possam ser recuperadas por meio desses sistemas de armazenamento alternativo.
“Acredito que o Estado tenha todas essas informações guardadas em outro local. Existem mecanismos justamente para garantir a continuidade dos serviços e evitar a perda de dados importantes”, concluiu.



