Empresária denuncia perseguição, ameaças e xingamentos sofridos ao lado da filha em Rondonópolis; veja vídeo

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A empresária Raquel Mattei, presidente do Partido Novo em Rondonópolis, denunciou ter sofrido perseguição e ofensas de outro empresário da cidade na noite desta última quarta-feira (3). Segundo ela, o homem iniciou a perseguição após visualizar um adesivo político em seu veículo. Raquel estava acompanhada da filha mais nova durante o episódio.

Vídeos publicados pela empresária mostram o suspeito seguindo seu carro por diversas ruas do município. Em uma das gravações, o homem aparece proferindo ofensas verbais contra a vítima. O conteúdo divulgado nas redes sociais gerou repercussão e mobilizou apoiadores e internautas.

Raquel relatou momentos de medo e insegurança. Em vídeos gravados logo após o ocorrido, ela afirmou não compreender a reação do empresário e demonstrou preocupação com a escalada da intolerância política.

Perseguição seguiu até condomínio residencial

As imagens divulgadas por Raquel mostram o empresário acompanhando seu veículo até a entrada do condomínio Village do Cerrado. A empresária registrou toda a movimentação e utilizou os vídeos para reforçar a denúncia feita nas redes sociais.

Segundo a vítima, o adesivo que estava no carro exibia a imagem de um pré-candidato a deputado federal ao lado de um integrante da família Bolsonaro. Ela acredita que o material motivou a perseguição, embora a motivação ainda dependa de apuração oficial.

Raquel também afirmou conhecer a família do empresário. Conforme seu relato, durante a pandemia ela ajudou o casal ao permitir que a empresa deles utilizasse espaço dentro de sua estrutura empresarial.

Polícia Militar recebeu denúncia

Após o episódio, Raquel acionou a Polícia Militar e repassou informações sobre a perseguição e os xingamentos. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre eventuais medidas adotadas nem sobre manifestação do empresário citado na denúncia.

A Polícia Civil poderá investigar o caso para verificar possíveis infrações penais. A legislação brasileira prevê punição para condutas que atentem contra a liberdade, a segurança e a integridade psicológica das vítimas.

Caso a investigação confirme perseguição reiterada, o responsável poderá responder pelo crime de perseguição, conhecido como stalking, previsto no artigo 147-A do Código Penal. A pena varia de seis meses a dois anos de reclusão, além de multa.

Crimes contra a honra também podem ser analisados

As autoridades também poderão avaliar o conteúdo das ofensas registradas nos vídeos. Dependendo das circunstâncias, a conduta poderá configurar crimes contra a honra, como injúria, previstos na legislação penal brasileira.

Especialistas alertam que divergências políticas não autorizam agressões verbais, perseguições ou intimidações. O direito à liberdade de expressão e à manifestação política não elimina a responsabilidade por atos que violem direitos individuais.

O caso reforça o debate sobre a crescente intolerância política registrada em diferentes regiões do país, especialmente em períodos de pré-campanha e mobilização eleitoral.

Mhylenna

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