Presidente da Assembleia afirma que população da região contestada não recebe investimentos adequados e cobra justiça na definição territorial
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, voltou a defender a permanência da área disputada entre Mato Grosso e Pará sob administração mato-grossense. Segundo ele, a discussão vai além da questão territorial e envolve diretamente a qualidade de vida da população que vive na região.
Durante entrevista, Russi afirmou que o governo paraense arrecada recursos provenientes da área em disputa, mas não devolve os investimentos necessários para atender as comunidades locais.
“Na arrecadação, eles não cuidam daquela parte do Pará. Pegam receitas e recursos e investem em outras regiões do estado”, declarou.
Crítica à falta de investimentos
De acordo com o parlamentar, moradores da região enfrentam dificuldades históricas por conta da ausência de infraestrutura e de serviços públicos adequados. Na avaliação dele, o sentimento de abandono demonstra que o governo do Pará não tem dado a atenção necessária às comunidades que vivem na área contestada.
Russi argumenta que a disputa territorial não deve ser analisada apenas sob o aspecto jurídico, mas também considerando a realidade enfrentada pela população local.
Comparação com a realidade de Mato Grosso
Ao defender a posição mato-grossense, o presidente da Assembleia destacou que Mato Grosso vive uma realidade diferente da observada em décadas passadas. Ele lembrou que, em outros momentos da história, regiões como o Araguaia e o Nortão também manifestaram insatisfação devido à falta de investimentos e infraestrutura.
Segundo Russi, esse cenário mudou nos últimos anos graças à ampliação da presença do Estado em todas as regiões.
“Nós já tivemos momentos em que o Araguaia queria ser independente e o Nortão também. Isso acontecia porque a infraestrutura não chegava. Hoje não é mais essa a realidade”, afirmou.
Presença do Estado nos municípios
O deputado ressaltou que Mato Grosso mantém investimentos e ações em seus 142 municípios, levando infraestrutura, serviços públicos e obras para diferentes regiões do estado.
Para ele, esse modelo de gestão demonstra a preocupação do governo estadual com a população e reforça os argumentos favoráveis à permanência da área sob administração mato-grossense.
Defesa da população local
Max Russi afirmou que a principal preocupação da Assembleia Legislativa é garantir que os moradores da região tenham acesso a investimentos, infraestrutura e serviços públicos de qualidade.
Segundo o parlamentar, Mato Grosso continuará defendendo seus direitos na disputa territorial, buscando assegurar que a definição final respeite os limites históricos e, principalmente, os interesses da população que vive na área contestada.
“O que nós queremos é fazer justiça naquilo que foi demarcado lá atrás e garantir atenção para quem vive naquela região”, concluiu.



