A Polícia Militar prendeu um homem em flagrante na noite de quarta-feira (20), em Tangará da Serra, após ele cometer importunação sexual dentro de uma loja de materiais esportivos. O suspeito entrou no estabelecimento, pediu para experimentar roupas e exibiu o órgão genital para uma vendedora ao sair do provador.
Assustada, a atendente correu para trás do caixa e recusou fornecer contato pessoal ao homem. Mesmo assim, o suspeito pegou o número comercial exposto na fachada da loja e realizou diversas ligações insistentes para o estabelecimento.
Os proprietários da loja, Jhonny e Cleiton, orientaram a funcionária a manter contato com o suspeito enquanto acionavam a Polícia Militar. Pouco depois, o homem retornou ao local e voltou a tentar mostrar as partes íntimas para a vítima.
Polícia flagrou suspeito dentro da loja
Os empresários acionaram novamente a PM assim que o suspeito retornou ao estabelecimento. Os policiais chegaram rapidamente ao local e efetuaram a prisão em flagrante ainda dentro da loja.
A equipe policial encaminhou o homem para a Delegacia de Polícia Civil de Tangará da Serra. A Polícia Civil abriu investigação para apurar o caso e verificar a existência de outras possíveis vítimas.
Os proprietários relataram indignação com a situação. Segundo eles, casos semelhantes costumam ocorrer em grandes centros urbanos, mas nunca haviam presenciado episódio parecido no município do interior de Mato Grosso.
Crime prevê pena de até cinco anos de prisão
A Polícia Civil deve enquadrar o suspeito no crime de importunação sexual, previsto no artigo 215-A do Código Penal Brasileiro. A legislação considera crime praticar ato libidinoso sem consentimento com objetivo de satisfazer desejo sexual próprio ou de terceiros.
A Justiça pode aplicar pena de um a cinco anos de prisão para quem cometer o crime, desde que a conduta não configure infração mais grave. O Congresso Nacional criou a lei em 2018 para endurecer punições contra abusos e constrangimentos sexuais.
Sim. A lei enquadra a conduta como importunação sexual ou ato obsceno, dependendo do caso.
A Justiça pode aplicar pena de um a cinco anos de prisão.
A vítima pode ligar para o 190, procurar a Polícia Civil ou denunciar pelo Disque 100.




