Pesquisadores do Instituto Impacto investigam a morte de um potro em uma fazenda do Pantanal mato-grossense. O projeto “CSI Pantanal” divulgou o caso nas redes sociais após identificar indícios de um possível ataque de onça-pintada. O animal morto apresentava uma das patas quebradas, condição que impediu a fuga durante o ataque.
Os pesquisadores analisaram marcas na carcaça e identificaram características diferentes do padrão comum de ataques de onça-pintada. A equipe encontrou mordidas na região do pescoço, enquanto o felino normalmente ataca o crânio da presa. Mesmo assim, o padrão de consumo da carcaça reforçou a suspeita sobre a participação da onça.
“A princípio, estranhamos as marcas de mordida no pescoço, considerando que onças-pintadas quase sempre mordem o crânio das presas”, informou o Instituto Impacto na publicação divulgada pelo projeto.
Vulnerabilidade do animal pode ter facilitado ação do predador
O Instituto Impacto afirmou que grandes felinos aproveitam situações de vulnerabilidade para atacar presas domésticas ou silvestres. No caso investigado, o potro já apresentava uma pata quebrada e não conseguiu escapar do possível predador.
Os pesquisadores destacaram que fazendas e pousadas do Pantanal adotam estratégias antipredação para reduzir ataques contra animais domésticos. Produtores utilizam cercas reforçadas, monitoramento noturno e manejo preventivo do rebanho. Apesar disso, ataques isolados ainda acontecem em áreas próximas ao habitat natural das onças.
Especialistas reforçam que a onça-pintada desempenha papel fundamental no equilíbrio ambiental do Pantanal. O bioma abriga uma das maiores populações do felino no Brasil e concentra projetos de preservação reconhecidos internacionalmente.
Câmera trap deve identificar animal responsável pelo ataque
Os pesquisadores instalaram uma câmera trap no local onde encontraram a carcaça do potro. O equipamento vai registrar imagens durante o período noturno para confirmar qual animal realizou o ataque. O Instituto Impacto deve divulgar o resultado da investigação em uma segunda etapa do projeto “CSI Pantanal”.
O instituto atua no monitoramento de onças-pintadas e desenvolve ações de mediação entre produtores rurais e fauna silvestre em Mato Grosso. A equipe também orienta propriedades rurais sobre medidas preventivas para reduzir conflitos entre grandes felinos e animais domésticos.
Sim. A onça pode atacar animais domésticos, principalmente quando estão feridos ou isolados.
Especialistas analisam marcas de mordida, pegadas, consumo da carcaça e imagens de câmeras.
Sim. A legislação ambiental prevê multa e prisão para quem caça ou mata animais silvestres.






