A Polícia Militar prendeu dois homens, ambos de 33 anos, suspeitos de contrabando de medicamentos para emagrecimento, neste último domingo (10), na MT-251, em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. Os policiais flagraram a dupla realizando uma ultrapassagem proibida em faixa contínua e pela contramão.
Os militares deram ordem de parada, mas os suspeitos ignoraram a sinalização e tentaram fugir. A equipe iniciou acompanhamento tático e conseguiu interceptar o veículo poucos quilômetros depois. A PM não divulgou os nomes dos envolvidos.
Durante a abordagem, os policiais localizaram dezenas de medicamentos e substâncias sem comprovação de origem legal. A equipe apreendeu todo o material e encaminhou o caso às autoridades federais.
Polícia apreende canetas emagrecedoras e dinheiro em espécie
Os policiais apreenderam 39 canetas de medicamentos usados para emagrecimento, 25 ampolas de diluentes e 41 frascos com substâncias diversas. A equipe também encontrou R$ 4.321 em dinheiro dentro do veículo utilizado pelos suspeitos.
A PM apreendeu o carro e levou os dois homens para a Central de Flagrantes. Em seguida, a Polícia Federal assumiu a ocorrência e encaminhou os suspeitos para a delegacia responsável pela investigação.
Os investigadores apuram a origem dos medicamentos e tentam identificar o destino da carga. A suspeita indica que os envolvidos transportavam os produtos para abastecer o comércio clandestino em Mato Grosso.
Contrabando de medicamentos prevê prisão e multa
A legislação brasileira considera o contrabando de medicamentos um crime federal. O artigo 334-A do Código Penal prevê pena de dois a cinco anos de prisão para quem importar, vender ou transportar produtos proibidos ou sem autorização legal.
A investigação também poderá enquadrar os suspeitos em crimes contra a saúde pública, caso a perícia identifique medicamentos falsificados, adulterados ou sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Sim. A lei prevê pena de dois a cinco anos de prisão para o crime de contrabando.
Sim, mas apenas em sites autorizados e com prescrição médica, quando exigida.
As autoridades podem apreender os produtos e responsabilizar criminalmente os envolvidos.



