Uma ação da Receita Federal do Brasil acabou expondo e comprometendo uma investigação sigilosa da Polícia Federal do Brasil contra o tráfico internacional de drogas no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, em dezembro de 2024.
De acordo com relatório da própria Polícia Federal, os agentes monitoravam uma operação criminosa quando servidores da Receita realizaram uma abordagem inesperada a um dos envolvidos, sem saber que ele fazia parte de uma investigação em andamento.
Monitoramento mirava organização criminosa
A PF acompanhava o momento em que um agente portuário transportava malas com cerca de 88 quilos de cocaína para dentro do aeroporto utilizando um trator. A droga havia sido entregue por integrantes da organização do lado externo do terminal.
O objetivo da operação era identificar outros participantes do esquema e reunir provas mais amplas sobre a atuação do grupo.
Interferência mudou rumo da operação
Durante o monitoramento, agentes da Receita abordaram o funcionário responsável pelo transporte da carga ilícita. A ação ocorreu fora do planejamento da Polícia Federal e surpreendeu a equipe que acompanhava o caso.
Além disso, uma equipe da série Aeroporto: Área Restrita registrava a movimentação no local, o que contribuiu para aumentar a visibilidade da operação.
Suspeitos conseguiram escapar
Segundo fontes ligadas à investigação, a abordagem antecipada e a movimentação no aeroporto alertaram outros membros da organização criminosa, que conseguiram fugir antes de serem identificados.
Com isso, a Polícia Federal perdeu a oportunidade de avançar no mapeamento completo do grupo, considerado o principal objetivo da operação.
Perguntas e respostas
Qual foi o problema na operação?
A Receita Federal abordou um suspeito sem saber que ele era monitorado pela PF.
O que a Polícia Federal investigava?
Um esquema de tráfico internacional de drogas dentro do aeroporto.
Quanto de droga foi identificado?
Cerca de 88 quilos de cocaína.






