Cuiabá é 8° cidade brasileira com maior índice de fumantes passivos em locais de trabalho

Quando o cigarro é aceso, somente uma parte da fumaça é tragada pelo fumante, e cerca de 2/3 da fumaça gerada pela queima é lançada no ambiente, através da ponta acesa do produto (cigarro, charuto, cigarrilhas e outros). Isso afeta quem está em volta, o fumante passivo.

Fumante passivo é o não-fumante que convive com fumantes em ambientes fechados, ficando assim, exposto aos componentes tóxicos e cancerígenos presentes na fumaça ambiental do tabaco, que contém praticamente a mesma composição da fumaça tragada pelo fumante. São cerca de 4000 compostos, dos quais mais de 200 são tóxicos e cerca de 40 são cancerígenos.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a poluição tabagística ambiental é a maior fonte de poluição em ambientes fechados e o tabagismo passivo, a 3ª maior causa de morte evitável no mundo, perdendo apenas para o tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera o consumo de tabaco a principal causa de mortes evitáveis no mundo. Seu consumo está vinculado à ocorrência de mais de 10 tipos de cânceres, entre eles, o de pulmão. Neste, 90% das pessoas diagnosticadas são fumantes. Indicador que pode ser alarmante para os cuiabanos, que representam hoje o 8º maior índice de fumantes passivos em local de trabalho.

Os dados são referentes ao estudo realizado pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), vinculado ao Ministério da Saúde. Nele, é apontado que, apesar do número de fumantes passivos ter sofrido uma queda em Cuiabá ao longo dos últimos dez anos, de 13,28% para 7%, ainda assim, os dados são preocupantes.

De acordo com a Vigitel, 7,41% dos adultos maiores de 18 anos consomem cigarro em Cuiabá. Além deles, o nível de fumantes passivos em domicílio é de 6,63%. Entre as capitais brasileiras, a cidade está como a 15° colocada em índice de fumantes. Nesse panorama, os homens representam o dobro dos consumidores de tabaco em relação às mulheres, com 10,89%.

Foto: Reprodução

O estudo aponta ainda que pessoas de 35 a 44 anos representam a principal faixa etária entre os consumidores de tabaco, com 11,63%, seguidos dos que possuem entre 55 e 64 anos, com 11,54%. Enquanto isso, jovens com idades entre 18 e 24 anos são os que menos fumam em Cuiabá, com um índice de 6,38%.

De acordo com o cirurgião oncológico da Oncolog, Rafael Sodré de Aragão, os dados servem de alerta.

De acordo com o cirurgião oncológico da Oncolog, Rafael Sodré de Aragão, os dados servem de alerta.

Quanto mais cedo a pessoa parar de fumar, menor o risco de adoecer. Parar de fumar sempre vale a pena e em qualquer momento da vida. Mesmo nos casos em que o fumante já esteja com alguma doença ocasionada pelo cigarro. Devemos restringir os locais onde são permitidos o consumo de tabaco, para tentar coibir esse hábito que é tão danoso a saúde”, diz Rafael.

Além do câncer, segundo Rafael Sodré, outros problemas comuns estão relacionados ao tabaco. Entre elas, a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que atualmente afeta ao menos 300 milhões de pessoas no mundo, segundo os dados revelados pela OMS.

Via O blog do Valdemir

anelle

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