Max Russi cobra investigação sobre cartórios e aponta 40 mil títulos de regularização parados em Mato Grosso

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), defendeu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar cartórios do estado. O parlamentar afirmou que milhares de processos de regularização fundiária estariam parados, o que impede famílias de receberem o título definitivo de suas propriedades.

Segundo Max Russi, aproximadamente 40 mil títulos de regularização permanecem sem homologação nos cartórios de Mato Grosso. Essa situação, de acordo com o deputado, dificulta a regularização de imóveis e gera insegurança para milhares de moradores que aguardam a documentação definitiva de suas casas.

A declaração ocorreu nesta quarta-feira (11) e trouxe novamente à discussão o tema da regularização fundiária, considerado um dos principais desafios urbanos e rurais em várias regiões do estado.

Max Russi defende CPI para investigar cartórios

Durante a manifestação, Max Russi afirmou que o Legislativo precisa analisar o motivo dos atrasos registrados nos cartórios. Segundo ele, a CPI pode ajudar a esclarecer as razões que levaram ao acúmulo de processos de regularização.

O deputado destacou que muitas famílias aguardam há anos pela documentação definitiva de seus imóveis. Sem esse documento, os moradores enfrentam dificuldades para comprovar a propriedade e acessar serviços que dependem da regularização do imóvel.

Max Russi afirmou que a Assembleia Legislativa já realizou cobranças e buscou diálogo com os cartórios. No entanto, segundo ele, os resultados ainda não foram suficientes para resolver o problema.

Diante desse cenário, o parlamentar defendeu a investigação para entender o funcionamento dos processos e identificar possíveis obstáculos administrativos.

Regularização fundiária impacta milhares de famílias

A regularização fundiária representa um processo essencial para garantir segurança jurídica aos moradores. Quando o imóvel recebe o título definitivo, o proprietário passa a ter reconhecimento legal da posse da propriedade.

Esse documento permite que famílias possam registrar oficialmente a residência, acessar crédito bancário e realizar transações imobiliárias.

Em muitas cidades brasileiras, programas de regularização fundiária ajudam a transformar áreas ocupadas irregularmente em bairros oficialmente reconhecidos.

No caso de Mato Grosso, a quantidade de títulos aguardando homologação demonstra a dimensão do desafio enfrentado por moradores que esperam a regularização de suas casas.

Assembleia busca solução para destravar processos

A proposta de criação da CPI surge como uma tentativa de destravar o processo de regularização fundiária no estado. Segundo Max Russi, a investigação pode reunir informações importantes para compreender o funcionamento dos cartórios e identificar possíveis entraves.

O deputado afirmou que o objetivo é garantir que a população consiga receber o título definitivo de suas propriedades.

Para ele, a regularização dos imóveis representa um direito importante para milhares de famílias mato-grossenses.

A eventual instalação da CPI dependerá do apoio de outros parlamentares da Assembleia Legislativa.

Perguntas e respostas

Por que Max Russi propôs uma CPI sobre cartórios?

Ele quer investigar atrasos na homologação de títulos de regularização fundiária.

Quantos títulos estariam parados em Mato Grosso?

Segundo o deputado, cerca de 40 mil títulos aguardam homologação.

Por que a regularização fundiária é importante?

Ela garante segurança jurídica e reconhecimento legal da propriedade para os moradores.

Fabíola Maria Costa Silva

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