Criminosos amarraram um homem a uma árvore e o submeteram a agressões durante uma sessão de tortura na madrugada desta segunda-feira (2), em Tangará da Serra (MT). A Polícia Militar resgatou a vítima por volta das 5h, em uma área de mata na Rua 19, nas proximidades do Sicredi, e impediu um possível homicídio.
Segundo a vítima, os agressores a mantiveram imobilizada desde as 22h de domingo (1º). O grupo aguardava a decisão de um suposto “tribunal do crime” para definir se aplicaria um “salve” — punição imposta por facções — ou executaria o homem.
A equipe da PM recebeu informações de que suspeitos haviam levado um indivíduo para a mata com a intenção de aplicar a punição. Os policiais iniciaram diligências imediatas, entraram na área indicada e localizaram a vítima com pés e mãos amarrados. Ela apresentava escoriações e vermelhidão no peito e nas costas, marcas compatíveis com agressões físicas.
Com a aproximação da viatura, os suspeitos fugiram pela mata e abandonaram o homem no local.
Cinco pessoas participaram do crime
Testemunhas e a própria vítima relataram que cinco pessoas participaram da ação criminosa — quatro homens e uma mulher. A mulher possui pele morena e cabelos vermelhos. Entre os homens, um é negro, dois são pardos e outro usava jaqueta com capuz. Um dos suspeitos tem cabelo descolorido, várias tatuagens — inclusive no rosto — e vestia roupas claras.
Durante as buscas na região central da cidade, policiais localizaram um dos acusados escondido atrás da mureta de um posto de combustível situado em frente à rodoviária. A equipe efetuou a prisão e encaminhou o suspeito, sem lesões corporais, à Delegacia de Polícia Civil para as providências legais.
Os demais envolvidos continuam foragidos.
Facções impõem julgamentos paralelos
Organizações criminosas utilizam o chamado “tribunal do crime” para impor regras internas e punir pessoas que, segundo elas, descumprem determinações do grupo. Integrantes decidem penas que variam de agressões a execuções.
Essa prática configura crimes graves, como sequestro, cárcere privado, tortura e organização criminosa. A legislação brasileira prevê penas que podem ultrapassar 20 anos de prisão, conforme o Código Penal e a Lei nº 12.850/2013.
Perguntas frequentes
É um julgamento ilegal realizado por facções criminosas para punir pessoas que supostamente descumprem regras do grupo.
Significa aplicar uma punição física, geralmente agressões, como forma de castigo e intimidação.
Comete crimes como sequestro, cárcere privado, tortura e associação criminosa, com penas que podem ultrapassar 20 anos de prisão.







