O vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que o Estado não pode correr o risco de retornar a um cenário de “desgoverno” e perder os avanços registrados nos últimos anos. A declaração foi feita durante entrevista ao Araguaia Notícias, em meio às discussões iniciais sobre a sucessão estadual. Pivetta é apontado como pré-candidato ao Governo e defendeu a preservação de uma gestão focada em resultados e estabilidade.
Sem citar nomes, o vice-governador criticou posturas políticas que, segundo ele, não estariam alinhadas aos interesses da população. Para Pivetta, decisões tomadas sem compromisso com o interesse público tendem a gerar custos sociais elevados e comprometer o desenvolvimento.
Alerta contra retrocessos administrativos
Ao abordar o tema, Pivetta afirmou que experiências passadas mostram como um ambiente de desorganização administrativa pode se instalar rapidamente. Segundo ele, “para estragar é muito rápido”, enquanto o processo de reconstrução exige tempo, planejamento e esforço continuado. Na avaliação do vice-governador, quando há retrocesso, quem arca com as consequências é a população.
A fala reforça a defesa de continuidade administrativa, com manutenção de políticas públicas consideradas estruturantes e preservação de práticas de gestão que priorizam equilíbrio fiscal e execução de obras.
Compromisso com interesses públicos
Pivetta destacou que colocar no comando do Estado alguém comprometido com interesses alheios ao bem coletivo pode conduzir novamente a um cenário de “caos”. A crítica foi direcionada a práticas políticas que priorizam agendas particulares em detrimento das demandas sociais.
Segundo ele, o foco da administração deve permanecer na entrega de serviços, na responsabilidade com recursos públicos e na melhoria das condições de vida da população. A escolha de lideranças, portanto, deve considerar histórico de compromisso e capacidade de gestão.
Avanços recentes entram no debate
Embora não tenha listado medidas específicas, o vice-governador fez referência a avanços conquistados nos últimos anos. A menção sugere melhorias em áreas como organização administrativa, investimentos e previsibilidade institucional. Para Pivetta, esses ganhos podem ser perdidos caso haja ruptura com o modelo de gestão adotado.
A discussão sobre continuidade costuma ganhar força em períodos pré-eleitorais, quando diferentes projetos disputam espaço e narrativas.
Contexto pré-eleitoral e discurso preventivo
As declarações ocorrem em um momento de formação do cenário político para a próxima eleição estadual. O tom preventivo adotado por Pivetta busca destacar riscos associados a mudanças abruptas e reforçar a importância de escolhas que preservem a estabilidade.
O vice-governador não anunciou oficialmente candidatura, mas a fala o posiciona no debate sobre o futuro do Estado e sinaliza prioridades defendidas por seu grupo político.
Perspectivas para o debate estadual
À medida que o calendário eleitoral avança, o debate tende a se intensificar. Temas como continuidade, eficiência administrativa e responsabilidade fiscal devem ocupar o centro das discussões. A posição de Pivetta acrescenta um elemento de alerta sobre os efeitos de decisões políticas no cotidiano da população.
Perguntas e respostas:
O que Pivetta quis dizer com “desgoverno”?
Um cenário de desorganização administrativa que gera prejuízos à população.
Ele citou adversários diretamente?
Não. As críticas foram feitas de forma geral, sem nomes.
Qual a principal defesa do vice-governador?
A continuidade de uma gestão comprometida com o interesse público e a estabilidade do Estado.







