A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), afirmou que uma eventual composição política entre o senador Wellington Fagundes (PL) e a ex-prefeita Lucimar Campos (União Brasil), visando a disputa pelo Governo do Estado, poderia representar um “tiro no pé”. A declaração foi interpretada como um sinal de desconforto interno dentro do próprio grupo político e trouxe novos elementos ao debate sobre o cenário eleitoral de 2026 em Mato Grosso.
A fala ocorreu em meio às articulações iniciais que envolvem possíveis candidaturas ao Palácio Paiaguás. Embora o processo eleitoral ainda esteja distante, movimentações antecipadas já começam a redesenhar alianças e expor divergências entre lideranças.
Críticas antecipam ruídos no campo político
Ao avaliar negativamente a possível aliança, Flávia Moretti deixou claro que não vê a composição como estratégica. A prefeita indicou que a junção de nomes de partidos diferentes pode gerar desgaste político, sobretudo entre bases eleitorais que esperam coerência programática e alinhamento local.
A declaração também expôs divergências dentro do próprio campo político aliado ao PL em Mato Grosso, evidenciando que nem todas as lideranças compartilham da mesma leitura sobre a viabilidade da união.
Possibilidade de mudança de apoio
Outro ponto que chamou atenção foi a admissão de que o apoio político ao senador Wellington Fagundes pode ser revisto caso a articulação avance. Flávia Moretti afirmou que avalia o cenário de forma pragmática, considerando os impactos locais e regionais de uma eventual composição.
A sinalização de recuo no apoio indica que o debate interno ainda está aberto e que decisões definitivas dependem do desdobramento das negociações. Esse tipo de posicionamento tende a influenciar outros atores políticos, especialmente lideranças municipais.
Reflexos para a eleição de 2026
Embora ainda em estágio inicial, o episódio aponta possíveis reflexos diretos no cenário eleitoral de 2026 em Mato Grosso. Divergências públicas entre aliados costumam repercutir nas estratégias partidárias e na formação de chapas competitivas.
A disputa pelo Governo do Estado tradicionalmente envolve articulações complexas, com alianças que buscam equilibrar forças regionais e partidárias. Declarações antecipadas, como a feita pela prefeita de Várzea Grande, ajudam a revelar os limites dessas negociações.
Articulações seguem em curso
Apesar das críticas, não há definição oficial sobre candidaturas ou alianças para o próximo pleito estadual. As conversas seguem nos bastidores, e lideranças políticas continuam avaliando cenários, nomes e possibilidades.
O posicionamento de Flávia Moretti se soma a outros sinais de que a construção de uma candidatura unificada pode enfrentar obstáculos internos antes mesmo de avançar para o debate público mais amplo.
Perguntas frequentes:
Quem fez a declaração sobre a possível aliança?
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti.
Qual composição foi criticada?
Uma possível união entre o senador Wellington Fagundes e a ex-prefeita Lucimar Campos.
Isso afeta a eleição de 2026?
Pode influenciar, pois expõe divergências internas e pode alterar alianças futuras.








