Um comboio da Polícia Militar chegou ontem (15) à Gleba Itacaiúnas para cumprir uma ordem judicial de reintegração de posse envolvendo as fazendas Santa Tereza, Santa Maria e Três Marias. Desde o início, a operação contou com acompanhamento de oficiais de justiça da Vara Agrária, o que garantiu o cumprimento formal da decisão. Além disso, a medida atendeu determinação do juiz Jessinei Gonçalves de Souza, que reconheceu a posse legal das áreas pela família Miranda Cruz. Dessa forma, as forças de segurança atuaram para assegurar a devolução das propriedades, mantendo a ordem e evitando conflitos diretos durante a ação.
Justiça impõe regras e prevê multa por descumprimento
De acordo com a decisão judicial, os ocupantes devem desocupar imediatamente as áreas, sem permanecer nas propriedades ou praticar qualquer tipo de bloqueio de estradas. Além disso, a ordem proíbe danos a bens públicos ou privados, reforçando o caráter preventivo da medida. Caso ocorra descumprimento, a Justiça prevê multa de R$ 5 mil por ocorrência, com limite de até R$ 100 mil. Paralelamente, a determinação também prevê responsabilização criminal, o que amplia as consequências legais para quem insistir em desobedecer a decisão.
Movimento anuncia resistência e situação segue monitorada
Em nota oficial, o MST informou que decidiu resistir à reintegração, defendendo a ideia de um “Natal sem despejo” e cobrando do governo federal avanços na Reforma Agrária. Apesar disso, a presença do comboio policial tem como foco garantir a segurança de todos os envolvidos e assegurar o cumprimento da ordem judicial. Enquanto isso, as autoridades seguem monitorando a situação de forma contínua, buscando evitar confrontos e manter o controle da área durante toda a operação.
Perguntas e respostas:
O cumprimento de uma ordem judicial de reintegração de posse.
O juiz da Vara Agrária responsável pelo caso.
Aplicação de multa e possível responsabilização criminal.





