Primeiro juiz cego da Justiça do Trabalho supera exclusões e faz história no Judiciário; veja vídeo

Exclusão na juventude não interrompeu o projeto de vida

Márcio perdeu a visão ainda jovem e, por isso, acabou expulso da escola, o que marcou profundamente o início de sua trajetória. No entanto, em vez de desistir, ele tomou uma decisão consciente e seguiu em frente. Desde então, passou a enxergar sua formação como um projeto possível, ainda que exigisse método, disciplina e renúncias. Assim, mesmo diante das dificuldades impostas pela deficiência, manteve o foco e construiu um caminho próprio.

Graduação exigiu método e apoio constante

Durante a graduação em Direito, Márcio enfrentou obstáculos estruturais importantes, já que não havia versões em braile dos textos jurídicos extensos exigidos no curso. Por isso, ele passou a depender da ajuda de amigos para leitura e estudo, mas, ainda assim, seguiu firme. Com organização e constância, o esforço resultou em uma aprovação expressiva, pois ele ficou entre os 100 primeiros colocados em um concurso que contou com quase 17 mil inscritos.

Cargo inédito simboliza resistência e inspiração

Hoje, aos 44 anos, Márcio ocupa um cargo inédito ao se tornar o primeiro juiz cego da Justiça do Trabalho. Dessa forma, sua trajetória representa resistência, disciplina e inspiração. Para ele, sucesso não está ligado a feitos extraordinários, mas, sim, à capacidade de encontrar um caminho possível e sustentá-lo com decisões sinceras. Segundo o próprio juiz, toda conquista exige método e convicção, além da compreensão de que, muitas vezes, será necessário renunciar a algumas coisas para avançar.

Perguntas e Respostas:

Onde Márcio atua atualmente?

Na Justiça do Trabalho, como juiz.

Qual foi uma das maiores dificuldades na graduação?

A ausência de materiais jurídicos em braile.

O que ele considera essencial para o sucesso?

Método, decisão e constância no caminho escolhido.

Lindy Oliveira

Curtiu? Compartilhe

Ajuda a espalhar a notícia — manda no grupo.

Continue lendo