Um criminoso tentou aplicar um golpe de R$ 2.799 na mãe do vereador Caio Cordeiro, de Várzea Grande (MT), nesta segunda-feira (8). Ele usou uma conta falsa de WhatsApp para se passar pelo parlamentar e solicitou o pagamento de um boleto via Pix. A tentativa falhou porque a mãe desconfiou da abordagem e recusou transferir o valor.
Caio divulgou o alerta nas redes sociais ainda no mesmo dia. “Tentaram dar um golpe na minha mãe se passando por mim!”, escreveu o vereador.
Golpistas exploram confiança e urgência
O golpista iniciou o contato como se fosse Caio, adotou um tom informal e solicitou ajuda urgente para o pagamento de um boleto. Com esse tipo de abordagem emocional, criminosos pressionam as vítimas a agir rapidamente, sem confirmar a identidade do remetente.
Essa tática segue um padrão já conhecido: o “golpe do falso parente”, muito usado para enganar familiares de figuras públicas ou pessoas idosas. Em muitos casos, as vítimas realizam transferências antes de perceber o golpe.
Golpes via Pix aumentam em todo o país
Dados da Febraban mostram que as tentativas de golpe via Pix cresceram 74% em 2023, impulsionadas principalmente pelo uso indevido de aplicativos de mensagens. A SaferNet Brasil também contabilizou mais de 53 mil denúncias de crimes digitais só em 2024.
Em Mato Grosso, a Delegacia de Repressão a Crimes Informáticos confirmou que os golpes se multiplicam especialmente em cidades de médio porte, onde laços familiares mais próximos favorecem a confiança cega nas mensagens recebidas.
Perguntas frequentes
Ainda não se sabe. A Polícia Civil investiga o número usado pelo golpista para identificar o autor.
Não. Ela desconfiou a tempo e evitou a transferência de R$ 2.799.
Foi o “golpe do falso parente”, quando criminosos se passam por familiares e pedem Pix urgente.




