O delegado Paulo Noritika, chefe da 2ª DP da Asa Norte, detalhou neste sábado as circunstâncias do feminicídio de Maria de Lourdes Freire Matos. A militar morreu na tarde de sexta-feira, quando seu corpo apareceu carbonizado dentro do 1º Regimento de Cavalaria de Guardas. Assim que a morte foi confirmada, as equipes avançaram na coleta de informações e, rapidamente, identificaram um soldado do mesmo quartel como suspeito. Ele acabou preso ainda na noite de sexta-feira e confessou o crime durante o interrogatório.
Suspeito relata discussão antes do ataque
De acordo com o relato do soldado, ele discutiu com Maria pouco antes do feminicídio. Segundo ele, a militar exigiu que ele terminasse o relacionamento com a namorada e a assumisse, o que teria provocado a reação violenta. O suspeito afirmou que golpeou o pescoço da vítima com uma faca e incendiou o corpo logo depois. A Polícia Civil, porém, analisa cada trecho do depoimento para confirmar o tempo dos fatos e identificar possíveis contradições, já que a fala do militar pode tentar suavizar sua responsabilidade.
Família e colegas rejeitam versão apresentada
Mesmo com a confissão, familiares e colegas contestam a narrativa do suspeito. Um primo afirmou em depoimento que Maria jamais teve envolvimento com Kelvin e sugeriu que ela sofria perseguição. Além disso, pessoas do quartel relataram que o soldado costumava agir como um bom samaritano para se aproximar das recém-chegadas, comportamento que, segundo eles, demonstrava manipulação. Como Maria estava no Exército havia apenas cinco meses, esses relatos reforçam a possibilidade de assédio e não de relacionamento consensual.
Perguntas e respostas:
Maria de Lourdes morreu na tarde de sexta-feira e foi encontrada carbonizada no quartel
Um soldado do mesmo quartel, preso após confessar o feminicídio.
Não. Familiares e colegas negam qualquer relação e apontam possível perseguição.







