A Justiça de São Paulo condenou a Meta por falhas na proteção da conta de WhatsApp de Leila Pereira, presidente do Palmeiras e da Crefisa. Golpistas clonaram o número da empresária em julho deste ano e tentaram aplicar golpes se passando por ela. A decisão obriga a empresa a pagar as custas do processo, além de honorários advocatícios, após ter demorado para atender às solicitações de bloqueio da conta falsa.
Golpe atingiu até setores internos da Crefisa
Leila descobriu, em 30 de julho, que criminosos usavam sua imagem e nome em um perfil falso no WhatsApp. O golpista chegou a fazer contato com funcionários da própria Crefisa, tentando se passar por ela para enganar colaboradores e, possivelmente, obter vantagens financeiras. Após notificar a plataforma, a executiva não obteve respostas eficazes e recorreu à Justiça.
Meta alegou não ter responsabilidade direta pelo WhatsApp
No processo, a Meta — controladora do Facebook e do Instagram — afirmou que não opera o WhatsApp, serviço gerido pela empresa norte-americana WhatsApp LLC, e que atua apenas como “representante comercial” no Brasil. Ainda assim, a empresa informou ter comunicado a tentativa de golpe à equipe do aplicativo.
A Justiça rejeitou a argumentação e concedeu liminar obrigando o bloqueio imediato da conta falsa, sob pena de multa diária de R$ 2 mil. Também determinou o repasse dos dados cadastrais do responsável pela fraude, incluindo telefone, e-mail e nome completo. A decisão de mérito, agora confirmada, mantém essas obrigações e impõe o pagamento dos custos do processo.
Leila evitou comentários; Meta silencia
Procurada, Leila Pereira preferiu não se pronunciar sobre o caso. A Meta também não respondeu aos pedidos de posicionamento até o momento. A clonagem de contas no WhatsApp segue como problema recorrente no Brasil, e a decisão judicial reforça o debate sobre a responsabilidade das big techs na proteção de dados e identidades digitais.
Perguntas e respostas:
Porque a Meta representa comercialmente a plataforma no Brasil e pode ser acionada por usuários locais.
Roubos de dados, fraudes financeiras e danos à imagem estão entre os principais riscos.
Sim. A sentença pode incentivar novas ações judiciais de vítimas que enfrentam dificuldades para bloquear contas falsas.



