A Polícia Civil de Mato Grosso cumpriu, na manhã desta terça-feira (4), sete ordens judiciais durante a Operação Deepfake, que investiga um esquema de manipulação de imagens íntimas com uso de inteligência artificial. A ação ocorreu após uma mulher de Lucas do Rio Verde denunciar que criminosos divulgaram imagens falsas dela em sites pornográficos.
Os policiais executaram quatro mandados de busca e apreensão e três de quebra de sigilo telemático na cidade de Várzea Grande. A Delegacia de Lucas do Rio Verde coordenou a investigação, que descobriu como o criminoso coletava fotos da vítima nas redes sociais para criar perfis falsos.
Criminoso utilizava IA para simular pornografia com rosto da vítima
Os agentes identificaram que o suspeito usava ferramentas de inteligência artificial para inserir o rosto da vítima em imagens pornográficas. Além de criar os conteúdos falsos, o criminoso conversava com outras pessoas fingindo ser a mulher, reforçando a falsa identidade.
O golpe causou graves prejuízos à imagem e à saúde emocional da vítima, que procurou a polícia ao notar a circulação dos conteúdos. A Polícia Civil localizou os dispositivos usados na prática criminosa e apreendeu celulares, computadores e mídias digitais, que agora passam por perícia.
Polícia investiga alcance do crime e possível existência de outras vítimas
A Polícia Civil segue com a investigação e analisa os dados coletados para determinar se o investigado cometeu o mesmo crime contra outras pessoas. Os investigadores também examinam as plataformas e aplicativos utilizados para disseminar o material falso.
Deepfake cresce como ferramenta de crime digital
O caso acendeu um alerta em Mato Grosso. O uso de deepfake — tecnologia baseada em IA que simula rostos em vídeos e fotos — cresceu globalmente em práticas criminosas. Relatórios do Deeptrace Lab revelam que 96% dos conteúdos deepfake disponíveis na internet envolvem pornografia, com mulheres como principais vítimas.
Perguntas frequentes
Deepfake usa algoritmos de IA para sobrepor rostos em vídeos ou fotos, criando simulações realistas e falsas.
Sim. A prática configura crimes como difamação, uso indevido de imagem e pode incluir a Lei Carolina Dieckmann.
Sim. Com mandados judiciais, a polícia rastreia IPs, dispositivos e plataformas usadas pelo criminoso.







