Após a derrota por 2 a 0 para o Amazonas, o técnico Eduardo Barros concedeu uma entrevista coletiva marcada por autocrítica e franqueza. O resultado, somado a uma campanha irregular, praticamente sepulta as chances de acesso do Cuiabá à elite do futebol brasileiro. A partida, disputada sob forte calor neste sábado (2), marcou uma das atuações mais apagadas do time sob o comando do treinador.
Queda de rendimento e clima decisivo
Eduardo Barros destacou as dificuldades enfrentadas pela equipe, especialmente no aspecto físico. Segundo ele, o forte calor de Manaus e a falta de ritmo de alguns jogadores que voltavam de lesão — como Calebe e Safira — comprometeram o desempenho. “Foi a pior atuação da equipe comigo no comando”, afirmou o treinador, visivelmente insatisfeito com a apatia do grupo.
Ele também admitiu que não conseguiu mobilizar os atletas emocionalmente para a partida, apesar da preparação intensa ao longo da semana. “Era uma final, tanto para nós quanto para o Amazonas, mas não conseguimos competir.”
Desorganização e falhas decisivas
Sobre o desempenho tático, Barros reconheceu falhas defensivas e escolhas difíceis durante o jogo. Ele citou o primeiro gol sofrido como simbólico da falta de atenção coletiva: “Estávamos todos atrás da linha da bola, mas tomamos o gol em uma jogada simples, por desatenção”. O treinador também lamentou ter sido forçado a fazer substituições por cansaço e falta de ritmo, o que impediu mudanças mais ofensivas.
Fim do sonho, mas não da temporada
Mesmo com o acesso distante, Eduardo Barros reforçou o compromisso com os últimos jogos da Série B. “Temos que encerrar a temporada com dignidade. É nosso dever com o clube, com nossas carreiras e com o torcedor cuiabano.”
Perguntas e respostas:
Segundo o técnico, 59 pontos não serão suficientes. O acesso é improvável.
Falta de competitividade e atenção nos momentos decisivos.
Jogadores sentiram muito o clima, afetando o ritmo e o desempenho físico.



