Policiais da Força Tática prenderam um jovem de 18 anos em Roseira, interior de São Paulo, após encontrarem um “celular que vira revólver”. A equipe realizava patrulhamento preventivo pelo bairro Barretinho quando, ao observar um veículo suspeito com quatro ocupantes, decidiu realizar a abordagem.
Durante a revista, os policiais perceberam que um dos passageiros carregava um objeto semelhante a um smartphone. No entanto, ao desmontarem o aparelho, constataram que o item escondia um mecanismo interno de disparo. O suspeito foi imediatamente detido e conduzido à Delegacia de Guaratinguetá (SP), onde permaneceu preso em flagrante.
Falso celular escondia gatilho e compartimento de munição
Logo após a inspeção, os agentes descobriram que o falso celular possuía um gatilho interno e um espaço destinado a munições calibre .380. Dessa forma, o dispositivo poderia efetuar disparos reais, colocando em risco a vida de qualquer pessoa nas proximidades. Por causa da gravidade da descoberta, os policiais recolheram o objeto para perícia técnica, com o objetivo de identificar sua origem e funcionamento.
Além disso, a corporação destacou que esse tipo de armamento disfarçado representa um grande desafio para as forças de segurança, já que pode passar despercebido em revistas superficiais ou em controles de acesso. Assim, o caso reforça a importância de treinamentos constantes e do uso de tecnologias mais avançadas em abordagens de rotina.
Armas camufladas preocupam autoridades em todo o país
Nos últimos anos, autoridades brasileiras vêm registrando apreensões de armas disfarçadas em diversos estados, o que demonstra o avanço da criatividade do crime organizado. Esses dispositivos, que imitam celulares, canetas ou até pendrives, chegam ao país principalmente por meio de contrabando. Por isso, a Polícia Civil pretende aprofundar as investigações para identificar quem fabrica, distribui e comercializa esse tipo de equipamento.
Consequentemente, o episódio em Roseira reacendeu o debate sobre o controle de fronteiras e o combate ao tráfico de armas camufladas. A descoberta também serve de alerta à população, pois mostra como criminosos têm utilizado novas estratégias para burlar fiscalizações e ampliar o acesso a armamentos ilegais.
Perguntas frequentes
É um artefato que simula um telefone, mas possui mecanismo de disparo e espaço para munições reais.
Porque enganam autoridades e podem ser facilmente transportadas sem levantar suspeitas.
O caso segue sob investigação na Delegacia de Guaratinguetá, responsável por apurar a origem do dispositivo.



