A rodovia MT-251, que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães, opera em sistema de “pare e siga” neste domingo (19). A medida foi adotada por causa das obras no trecho conhecido como Portão do Inferno. Equipes trabalham na contenção de encostas e na recuperação da pista. O trânsito segue lento e alternado nos dois sentidos. Motoristas que sobem a serra precisam redobrar a atenção. Ainda não há previsão para a liberação total da via.
Por que o “pare e siga” está ativo
As obras no Portão do Inferno surgiram após os frequentes deslizamentos no trecho, que impuseram bloqueios e atrasos ao tráfego. A intervenção engloba estabilização de taludes, remoção de blocos rochosos e melhorias estruturais para evitar quedas na pista, e o governo estadual decidiu alterar o projeto para incluir, agora, a construção de um túnel como solução definitiva. O sistema “pare e siga” permite que o tráfego flua de modo alternado, mas cria lentidões e exige que os condutores moderem velocidade e mantenham distância segura.
Impacto direto na mobilidade de fim de semana
O trecho da serra registra intenso fluxo turístico, sobretudo para quem sobe à Chapada dos Guimarães, e a intermitência do tráfego gera efeitos em cadeia: aumento do tempo de viagem, maior risco de ultrapassagens indevidas e cansaço dos motoristas. Os usuários que planejavam lazer ou retorno à capital enfrentam espera e atenção constante enquanto percorrem o trecho. A situação reforça que vias de acesso a destinos de natureza também exigem infraestrutura à altura — e que obras emergenciais alteram a rotina de quem passa diariamente pela rodovia.
Segurança da estrada e alerta aos condutores
O cenário coloca em evidência a vulnerabilidade de rodovias que cortam regiões montanhosas e exigem contenção geológica. Especialistas em transporte e engenharia rodoviária destacam que sistemas como o adotado — com tráfego controlado por alternância — dependem de sinalização clara, equipamentos de proteção e coordenação precisa para evitar acidentes em ocorrências de parada ou retenção. Neste ponto, os condutores devem redobrar cuidado, respeitar as placas e ajustar suas rotinas para lidar com atrasos imprevistos.
As intervenções no Portão do Inferno reforçam que mesmo trechos conhecidos e turísticos podem oferecer riscos se a infraestrutura não acompanhar o volume de tráfego. A liberação total da pista ainda depende de estudos geológicos e implementação de soluções duradouras. Até lá, o “pare e siga” segue em vigor e exige paciência e prudência dos usuários.
Perguntas frequentes:
Porque a obra no trecho do Portão do Inferno exige controle de tráfego alternado durante os trabalhos.
O governo revisou o plano e optou pela construção de um túnel no local.
Devem moderar velocidade, respeitar o “pare e siga” e evitar ultrapassagens em pontos de retenção.






