Nesta sexta-feira (29 de agosto), moradores de Cuiabá e Várzea Grande denunciaram vários focos de incêndio que se espalharam por diferentes pontos das cidades. Desde o início da manhã até o começo da tarde, as chamas invadiram terrenos baldios, áreas de mata e até espaços próximos a residências. Em vídeos publicados nas redes sociais, os moradores mostraram a fumaça densa cobrindo bairros inteiros e prejudicando a saúde de crianças e idosos.
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— Perrengue2 (@perrengue2025) August 29, 2025
Os incêndios se intensificaram com a chegada do período de seca, característico do mês de agosto. Até agora, as autoridades não identificaram os responsáveis pelos focos, mas os moradores suspeitam de ações criminosas intencionais.
Agosto seca o ar e multiplica os incêndios
Umidade baixa coloca população em risco
O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu vários alertas de baixa umidade para a região. Em alguns dias, os níveis caíram abaixo de 30%, o que facilita a propagação rápida de incêndios. Esse cenário coloca em risco a saúde da população e favorece a ocorrência de queimadas, principalmente em áreas urbanas e de vegetação seca.
Mato Grosso ainda lidera os focos no país
Apesar da redução nos focos de queimadas em relação a 2024, Mato Grosso ainda aparece entre os estados com maior número de incêndios. Até 22 de agosto de 2025, o estado registrou 5.760 focos de incêndio — uma queda de 69% em relação ao mesmo período do ano anterior. Mesmo com a diminuição, os números continuam alarmantes e mostram a urgência de ações preventivas e repressivas mais eficazes.
População cobra ação das autoridades
As autoridades de Cuiabá e Várzea Grande devem agir com urgência. A população exige fiscalização rigorosa, investigação de incêndios suspeitos e punição para crimes ambientais. Além disso, o Corpo de Bombeiros orienta os moradores a não atear fogo em lixo, evitar queimar mato seco e denunciar qualquer foco pelo número 193.
Perguntas frequentes
Porque agosto marca o auge do período seco, com baixa umidade e calor intenso, o que facilita queimadas.
Sim, a fumaça afeta os pulmões e pode agravar doenças respiratórias, principalmente em crianças e idosos.
Sim, provocar incêndio, mesmo em terreno baldio, é crime ambiental com punição prevista por lei.


