A instalação da CPI dos Pancadões na Câmara Municipal de São Paulo, com foco na regulamentação de bailes funk, tem gerado grande controvérsia, especialmente entre a juventude periférica e ativistas culturais. Vereadores de direita criaram a CPI para investigar a relação entre eventos de funk e segurança pública. Críticos acusam a comissão de tentar criminalizar o funk e as periferias. No centro da polêmica, o ativista e professor Thiago Torres, o “Chavoso da USP”, depôs sob ataques e ameaças.
O depoimento de Chavoso da USP e a pressão política
O depoimento de Thiago Torres, figura de destaque na defesa da cultura periférica, causou tensão na sessão da CPI. Durante sua fala, Chavoso foi alvo de agressões verbais por parte dos membros da comissão, com destaque para o presidente da comissão, o vereador Rubinho Nunes (União Brasil), que chegou a ameaçar o ativista com voz de prisão. A atitude de Nunes gerou indignação nas redes sociais, especialmente entre os defensores da liberdade de expressão e da cultura do funk. Conhecido por sua atuação política e defesa da juventude periférica, Torres enfrentou questionamentos agressivos e foi pressionado a justificar o funk como expressão cultural da periferia.
Ataques a outros envolvidos e tentativas de indução de respostas
Além de Thiago Torres, outro nome importante no debate foi o produtor Henrique Alexandre Barros Viana, conhecido como “Rato”, da produtora Love Funk. Ele também foi convocado para depor e enfrentou questionamentos agressivos, sendo alvo de tentativas de indução a respostas. Os ataques à liberdade artística, especialmente ao funk, geraram discussões sobre a necessidade de proteger a cultura e os direitos dos jovens periféricos, que se veem muitas vezes estigmatizados pela sociedade.
A polêmica liderança de Rubinho Nunes
A condução da CPI por Rubinho Nunes, vereador de direita, enfrenta críticas. Em maio, a Justiça Eleitoral o condenou a oito anos de inelegibilidade e cassou seu mandato por divulgar fake news sobre Guilherme Boulos, ligando-o sem provas ao uso de drogas. A postura de Nunes à frente da CPI levanta dúvidas sobre a imparcialidade do processo e questionamentos sobre os reais objetivos da investigação.
Perguntas curiosas:
A CPI investiga a relação entre os bailes funk e a segurança pública, mas muitos a veem como uma tentativa de criminalizar a cultura do funk e a juventude periférica.
Chavoso foi alvo de ataques verbais e ameaças, com o presidente da CPI, Rubinho Nunes, chegando a ameaçá-lo com voz de prisão.
Nunes, condenado pela Justiça Eleitoral e com seu mandato cassado, tem sua imparcialidade questionada por críticos que veem sua liderança como problemática e parcial.



