Os servidores públicos de Cuiabá agora têm até oito anos para quitar dívidas oriundas de empréstimos consignados. A nova regra, estabelecida pelo Decreto nº 11.178, já está em vigor e permite tanto a renegociação de débitos antigos quanto a contratação de novos consignados com o mesmo prazo estendido. Assim, o prefeito Abilio Brunini assinou a medida, que foi publicada na edição nº 1.168 da Gazeta Municipal.
A renegociação poderá ser feita diretamente com os bancos, sem intermediação da Prefeitura, desde que respeite as condições determinadas pela nova regulamentação. A medida pretende facilitar a vida financeira dos servidores que enfrentam dificuldades para arcar com os compromissos mensais, ao mesmo tempo em que estimula práticas de crédito mais sustentáveis.
Alívio no orçamento e incentivo à reorganização financeira
A extensão do prazo para oito anos dá mais fôlego aos servidores que se veem pressionados por descontos elevados na folha de pagamento. Ao permitir parcelas mais longas, a Prefeitura abre espaço para valores mensais menores, o que pode aliviar o orçamento doméstico e evitar inadimplência. Especialistas em finanças pessoais apontam que, embora o prazo maior signifique pagamento de mais juros ao longo do tempo, essa flexibilização ajuda a reequilibrar as contas no curto prazo — especialmente para quem já compromete boa parte da renda com dívidas anteriores.
Modalidade permanece com desconto direto em folha
A nova norma mantém uma característica central do consignado: o desconto automático no salário do servidor. Essa modalidade continua sendo uma das mais atrativas do mercado por apresentar juros mais baixos do que os créditos convencionais. Bancos e financeiras consideram o risco de inadimplência menor, uma vez que o pagamento é descontado diretamente do contracheque. O Decreto, no entanto, reforça a importância da anuência formal do servidor para qualquer operação contratada.
Medida também impacta novos empréstimos
Além da renegociação de dívidas já existentes, o novo prazo de até 96 meses passa a valer também para novos contratos de empréstimos. Isso tende a gerar um aumento na demanda por esse tipo de crédito, já que muitos servidores, ao visualizarem parcelas menores, podem se sentir encorajados a buscar novos financiamentos. No entanto, por outro lado, economistas alertam para o risco de endividamento prolongado e recomendam cautela na contratação de créditos com prazos tão extensos.
Para permitir que os servidores tenham mais tempo para quitar as dívidas e evitar o comprometimento excessivo da renda.
Esses servidores poderão renegociar os débitos com os bancos, adotando o novo prazo de até 8 anos.
É importante avaliar o custo total da dívida, mesmo com parcelas menores, para evitar compromissos financeiros prolongados.







