Uma denúncia grave de violência doméstica abala Chapada dos Guimarães e envolve diretamente um servidor da Polícia Civil de Mato Grosso. A personal trainer Letícia Pompeo afirmou que seu ex-companheiro, o investigador André Negrini, a agrediu, ameaçou de morte e a perseguiu mesmo após o fim do relacionamento. Em um dos episódios mais violentos, segundo a vítima, ele a teria ameaçado com a frase: “Você vai morrer como sua mãe, só que com outra arma”. O caso gerou revolta nas redes sociais e acendeu um alerta sobre o uso do cargo público em situações de abuso.
— Perrengue2 (@perrengue2025) July 26, 2025
Ameaça em bar e relato de agressão com coronhada
Letícia relatou que o episódio mais recente de violência aconteceu dentro de um bar em Chapada dos Guimarães. Segundo ela, André se aproximou repentinamente e, após uma breve discussão, desferiu uma coronhada contra sua cabeça. A vítima revelou que os dois já estavam separados e que, mesmo assim, ele a seguia, controlava seus passos e a confrontava em locais públicos.
A personal trainer registrou boletim de ocorrência, solicitou medidas protetivas e entregou registros e mensagens que, segundo ela, comprovam a perseguição. O episódio da ameaça remete à perda traumática da mãe de Letícia, vítima de feminicídio anos atrás, o que agrava ainda mais o impacto psicológico da situação.
Polícia Civil confirma processo e acompanha investigação
A Corregedoria da Polícia Civil acompanha o caso. Embora o órgão ainda não tenha divulgado detalhes formais, a instituição confirmou que André Negrini responde a um procedimento interno e poderá ser afastado de suas funções conforme o andamento das investigações.
Letícia também relatou que sente medo constante, mesmo com as medidas protetivas em vigor. Ela afirma que o fato de André integrar a corporação agrava a sensação de insegurança, pois teme que ele utilize da autoridade para burlar ou desrespeitar decisões judiciais.
Medo, impunidade e a urgência da proteção
Casos como o de Letícia reacendem o debate sobre a efetividade das medidas protetivas e o risco das vítimas quando os acusados ocupam cargos de poder. Em Mato Grosso, a taxa de feminicídios e de violência contra a mulher continua preocupante. Especialistas cobram maior agilidade nos afastamentos e mais proteção institucional às vítimas, principalmente em denúncias envolvendo agentes públicos.
Perguntas frequentes:
O ex-companheiro dela, André Negrini, que atua como investigador da Polícia Civil.
Segundo Letícia, ele afirmou: “Você vai morrer como sua mãe, só que com outra arma”.
Sim, a Justiça concedeu proteção, mas Letícia afirma que ainda vive com medo constante.






