Nova fase da Lei do Esporte une direita e esquerda e muda regras do imposto de renda: entenda o que pode mudar para você; Veja vídeo

Vídeo

A Câmara dos Deputados aprovou uma nova fase da Lei do Esporte que promete mudar a forma como projetos esportivos são financiados no Brasil. A medida amplia os incentivos fiscais destinados ao setor e permite que tanto pessoas físicas quanto jurídicas contribuam diretamente com iniciativas esportivas por meio do Imposto de Renda. O deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), um dos defensores da proposta, celebrou o que classificou como uma “noite histórica”, destacando a rara união entre bancadas da direita e da esquerda na aprovação da medida.

Doações com desconto no Imposto de Renda ganham força

Com a mudança, pessoas físicas poderão destinar até 3% do imposto de renda devido para projetos esportivos previamente aprovados pelo governo. No caso de empresas, o limite sobe para 7%. O novo formato permite que o contribuinte incentive o esporte de base, projetos sociais ou modalidades olímpicas e paralímpicas sem pagar nada a mais por isso, já que o valor é abatido do tributo devido.

A expectativa é que esse incentivo direto contribua para a descentralização dos recursos e amplie o alcance de projetos em regiões menos favorecidas. Em anos anteriores, especialistas apontaram que a concentração de patrocínios em grandes centros urbanos deixava clubes e associações do interior sem apoio.

União política surpreende e emociona parlamentares

Deputados de diferentes ideologias celebraram juntos a medida, reforçando a ideia de que o esporte pode ser uma ponte entre campos políticos opostos. O próprio Pompeo de Mattos disse, durante a sessão, que “há muito tempo não víamos a direita e a esquerda votarem juntas em nome do bem comum”.

O simbolismo dessa união pode influenciar positivamente outros debates legislativos, mostrando que pautas voltadas ao desenvolvimento social ainda têm espaço na agenda política nacional.

Impacto direto em atletas e projetos sociais

Para milhares de projetos esportivos pelo país, a nova regra representa uma oportunidade concreta de ampliação. Instituições que antes dependiam de verbas esporádicas ou editais pontuais agora terão uma nova fonte de apoio. Atletas em formação, escolinhas comunitárias e projetos com foco em inclusão poderão buscar esse tipo de financiamento com mais previsibilidade.

Perguntas e respostas

Pessoas comuns podem ajudar o esporte com essa nova lei?
Sim. Quem declara o IR no modelo completo pode destinar até 3% do imposto a projetos esportivos.

Essa mudança aumenta a arrecadação de impostos?
Não. Ela apenas redireciona parte do imposto que o contribuinte já pagaria.

Quais projetos poderão receber esses recursos?
Somente os aprovados previamente pelo Ministério do Esporte ou órgão competente.

Fabíola Maria Costa Silva

Curtiu? Compartilhe

Ajuda a espalhar a notícia — manda no grupo.

Continue lendo