Um ataque envolvendo um cão da raça pitbull assustou moradores do bairro Santo Antônio, em Barra do Garças, na manhã desta quarta-feira (2). O animal atacou um homem e matou uma cadela sem raça definida às margens da rua Joana Cristino Cortes. O tutor do pitbull foi preso em flagrante, mas obteve liberdade provisória após pagar uma fiança de R$ 800. A Justiça ainda determinou que ele compareça mensalmente em juízo e o proibiu de ter novos animais.
Tutor de pitbull que m4 t0u cadela é solto após pagar fiança e cão fica sob a custódia da prefeitura de Barra do Garças; veja vídeo pic.twitter.com/2vsVjQMJsz
— O Matogrossense (@o_matogrossense) July 4, 2025
A Polícia Militar chegou ao local minutos depois da chamada feita por testemunhas e encontrou o homem ferido, com a mão direita coberta de sangue e marcas de mordida. O pitbull, ainda com a cadela na boca, demonstrava agressividade e resistência. Para impedir novos ataques, os policiais utilizaram spray de pimenta, que não teve efeito. Na sequência, aplicaram dois disparos com pistola taser, apenas conseguindo conter o cão após o segundo choque, quando ele recuou e entrou novamente na residência do tutor.
Imagens do ataque chocam moradores e reacendem debate sobre responsabilidade
A cena, descrita por testemunhas como desesperadora, gerou revolta nas redes sociais e levantou novamente discussões sobre a responsabilidade de tutores de animais considerados potencialmente perigosos. Moradores cobraram uma fiscalização mais rigorosa e punições mais duras para casos em que cães atacam pessoas ou outros animais em via pública.
O juiz que analisou o caso entendeu que o tutor não representa risco concreto à sociedade, por isso concedeu a liberdade provisória. No entanto, o despacho judicial proibiu o homem de manter qualquer outro animal sob sua tutela e o obrigou a se apresentar regularmente à Justiça enquanto durar o processo.
Lei exige cuidados, mas fiscalização ainda falha em muitos municípios
Embora leis municipais e estaduais imponham regras para a condução de cães de grande porte ou de raças agressivas, como o uso de focinheira e guia curta, a aplicação dessas normas ainda falha em diversas regiões. Em muitos casos, o descumprimento só vem à tona quando tragédias já aconteceram. O caso de Barra do Garças mostra como a falta de controle pode terminar em tragédia para outros animais e colocar vidas humanas em risco.
Perguntas frequentes:
Sim. Ele responderá em liberdade e terá de comparecer mensalmente à Justiça.
A matéria não informa se houve decisão judicial sobre o destino do pitbull.
Sim, quando há risco iminente e métodos menos agressivos não funcionam, a PM pode usar taser para neutralizar o animal.






