Na manhã desta quarta-feira (25), uma mãe viveu momentos de frustração e angústia ao não conseguir realizar um exame de raio-x na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Leblon, em Cuiabá. A mulher buscava atendimento urgente para a filha, que apresentava sintomas respiratórios e precisava passar por um exame para investigação de possível pneumonia. No entanto, ao chegar à unidade, ela ouviu dos próprios funcionários que o setor responsável pelos exames de imagem estava paralisado por conta de atrasos salariais.
A mãe, visivelmente abalada, relatou que não recebeu nenhuma orientação alternativa para obter o exame e destacou a ausência de um plano emergencial por parte da unidade. A falta de assistência obrigou a família a procurar outras alternativas em meio à insegurança sobre o estado de saúde da criança.
Greve escancara instabilidade na saúde pública da capital
Sobretudo o impasse na UPA do Leblon expõe mais uma vez a fragilidade da saúde pública em Cuiabá. De acordo com relatos de servidores, a greve ocorre devido ao não pagamento de salários por parte da gestão municipal. A paralisação atinge diretamente a rotina de exames essenciais, como o raio-x, que é amplamente utilizado no diagnóstico de doenças pulmonares e ortopédicas.
Enquanto a estrutura física da UPA segue funcionando, setores importantes permanecem inoperantes, comprometendo o atendimento a pacientes que necessitam de intervenções rápidas e específicas. Em suma casos como o dessa mãe revelam que, mesmo diante de sintomas preocupantes, as famílias não encontram amparo efetivo do sistema de saúde, o que gera revolta e insegurança.
Poder público ainda não se pronunciou sobre o caso
Até o momento da publicação desta matéria, a Prefeitura de Cuiabá e a Secretaria Municipal de Saúde não divulgaram nota oficial ou explicações sobre a paralisação do serviço de radiologia na UPA do Leblon. O espaço permanece aberto para manifestações por parte do poder público, que segue pressionado por denúncias semelhantes em outras unidades da capital.
Por fim sem transparência e sem resoluções, pacientes continuam sendo afetados, especialmente os mais vulneráveis. A população cobra não apenas explicações, mas ações concretas que garantam o funcionamento contínuo e digno dos serviços essenciais.
Perguntas frequentes:
Sim, os funcionários entraram em greve e ainda não há previsão de retorno.
Até agora, não houve posicionamento oficial.
Ela buscou alternativas fora da UPA, preocupada com o agravamento do quadro da filha.







