Amadorismo no palco mundial: conheça os jogadores do Auckland City que trocam escritório por estreia no Mundial de Clubes; Veja vídeo

O Auckland City FC, campeão da Oceania, chega ao Mundial de Clubes como um clube amador, composto por profissionais de diversas áreas. Muitos tiveram que tirar férias para disputar o torneio nos EUA. Entre as ocupações estão:

  • Empacotador em laboratório farmacêutico – como o goleiro Conor Tracey
  • Engenheiro de obras – Dylan Manickum, que equilibra futebol e engenharia
  • Agente imobiliário – Adam Mitchell, figura central e profissional do mercado
  • Líder de vendas em power tools – Angus Kilkolly, que divide o tempo entre gols e vendas
  • Professor, pintores, barbeiros e operadores de empilhadeira – a lista é extensa e surpreendente

Equilíbrio insano entre trabalho e treinamentos

Jogadores revelam a correria: acordam cedo para cumprir jornada, enfrentam trânsito até os treinos e ainda participam de jogos internacionais . Tracey, por exemplo, mencionou que perdeu momentos pessoais para poder treinar e comparecer ao torneio . Já Dylan Manickum adaptou sua vida profissional para enfrentar a maratona de treinos em meio à construção civil.

O desafio do grupo ‘impossível’

O técnico interino Paul Posa alertou: o grupo C é “o mais difícil possível”, com Bayern, Benfica e Boca Juniors. A preparação exigiu adaptação dos jogadores, que tiveram que conciliar trabalho, treinos e exames médicos em ritmo frenético . Ainda assim, a resiliência e espírito de equipe podem surpreender.

Para além do campo: visibilidade e futuro

Para muitos atletas, o Mundial é um escapismo do trabalho diário e chance de visibilidade. Gerard Garriga, meio-campista espanhol, falou da oportunidade única de jogar contra estrelas como Harry Kane e Benzema em um palco global. Jovens jogadores buscam contratos profissionais, especialmente na liga da Austrália, aproveitando o holofote do torneio .

Mais que um torneio: uma mensagem ao mundo

O fato de Auckland City ser o único clube amador do torneio simboliza a essência do futebol: paixão, sacrifício e oportunidades reais mesmo longe dos holofotes. A história do time é um convite à reflexão: trabalho e vocação podem conviver — e gerar magia.

Perguntas & respostas

  1. Eles foram liberados do trabalho para jogar?
    Sim, muitos tiveram que tirar férias ou folgas não remuneradas para viajar .
  2. Algum deles já jogou profissionalmente?
    Vários são veteranos de clubes locais e ligas universitárias, mas mantêm empregos paralelos .
  3. Há chance de um gol de placa contra Bayern?
    Embora improvável, a determinação em campo pode render momentos mágicos e até levar algum destaque individual .

Fabíola Maria Costa Silva

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