Na noite de quarta-feira, 18 de junho, motoristas flagraram um filhote de jaguatirica morto sobre uma ponte no bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá. O animal, de pequeno porte, permanecia imóvel na pista, próximo à vegetação. Populares acreditam que um carro tenha atropelado o felino minutos antes da gravação do vídeo.
Os motoristas pararam os veículos e filmaram a cena. Um dos vídeos mostra o filhote ainda vivo, aparentemente desorientado. Pouco depois, outro condutor registrou o animal deitado, sem sinais de vida. As imagens geraram indignação e comoção entre moradores da região, que exigiram providências do poder público.
Cidade pressiona a fauna e expulsa animais silvestres
A jaguatirica (Leopardus pardalis), embora seja uma espécie protegida, enfrenta ameaças constantes por conta do avanço urbano descontrolado. Este caso marca a segunda aparição registrada em Cuiabá em menos de um ano. A expansão da cidade pressiona áreas verdes e empurra animais silvestres para zonas de risco, como ruas e avenidas.
Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), motoristas atropelam milhões de animais por ano nas estradas brasileiras.
Cuiabá ignora sinalizações
As autoridades locais ainda não instalaram placas de advertência ou passagens ecológicas na região do Ribeirão do Lipa. Estruturas como túneis ou viadutos com vegetação evitam que animais cruzem rodovias e ruas em busca de alimento ou abrigo. Sem essas soluções, a capital mato-grossense intensifica o risco de morte para espécies como jaguatiricas, tamanduás e até onças.
Especialistas reforçam que campanhas de conscientização, corredores ecológicos e fiscalização do desmatamento precisam sair do papel. O episódio desta quarta-feira não pode virar estatística — precisa virar alerta.
Perguntas frequentes
Acione imediatamente órgãos ambientais como a SEMA ou o Corpo de Bombeiros e evite tocar no animal.
Não. É um animal tímido e evita contato com pessoas.
Por causa do desmatamento e da perda de habitat, elas buscam alimento e abrigo em áreas urbanas.





