Um caso assustador mobilizou a comunidade de Vera, no interior de Mato Grosso, nesta sexta-feira (13). Uma aluna de apenas 12 anos confessou que planejava envenenar dois colegas dentro da escola estadual onde estuda. A situação gerou pânico entre pais, alunos e servidores.
A direção do colégio acionou a Polícia Militar assim que recebeu a denúncia sobre o plano. De acordo com os relatos, a aluna planejava colocar uma “substância roxa” no bebedouro da escola para atingir diretamente dois colegas com quem tinha discutido anteriormente.
Além disso, a equipe da escola chamou o Conselho Tutelar para acompanhar a situação e também entrou em contato com os responsáveis legais da estudante.
Como descobriram o plano?
O episódio começou quando a coordenação da escola recebeu informações de outros alunos sobre a suposta intenção da menina. Diante da gravidade da situação, os profissionais agiram rapidamente.
Inicialmente, a jovem negou qualquer envolvimento. Porém, durante a conversa com a direção e com os policiais, ela acabou se contradizendo diversas vezes. Minutos depois, confessou que realmente queria utilizar a substância, que segundo ela, seria um tipo de veneno.
O que diz a polícia e a escola?
A direção da escola informou que nunca havia registrado nenhum episódio anterior envolvendo a estudante em situações graves como essa. No entanto, confirmou que ela já tinha desavenças com os colegas que seriam os alvos do plano.
Os policiais que atenderam a ocorrência não encontraram, até o momento, nenhum vestígio da tal substância dentro da escola. Mesmo assim, a Polícia Civil abriu um procedimento para apurar os fatos, além de investigar se realmente havia risco para a saúde dos estudantes.
O Conselho Tutelar segue acompanhando tanto a garota quanto os colegas envolvidos, prestando apoio psicológico e fazendo o devido encaminhamento às autoridades competentes.
Alerta sobre saúde mental nas escolas
O episódio levanta um debate urgente sobre saúde mental, bullying e convivência no ambiente escolar. Especialistas defendem que as escolas, além de espaços de ensino, precisam ser ambientes seguros, com suporte psicológico constante para prevenir situações extremas como essa.
Assim, a Secretaria de Educação de Mato Grosso não se manifestou oficialmente até o momento. Já os pais dos alunos pedem mais segurança e acompanhamento dentro das instituições públicas.
Ela afirmou que tinha desentendimentos com os colegas.
Até agora, a polícia não encontrou nenhum vestígio do suposto veneno.
O Conselho Tutelar e a Polícia Civil estão conduzindo a apuração e os encaminhamentos necessários.






