O presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensificou nesta segunda-feira (12) sua agenda de cooperação internacional com foco na China. Lula se reuniu com CEOs de quatro grandes empresas chinesas em busca de parcerias que impulsionem setores estratégicos da economia brasileira.
China mira setor automotivo e energético no Brasil
Feng Xingya, CEO da GAC Group, recebeu Lula para discutir possíveis investimentos no setor automotivo brasileiro. A empresa, uma das maiores montadoras da China, desenvolve veículos elétricos e híbridos. A proposta inclui abrir uma fábrica no Brasil com tecnologia de ponta voltada à mobilidade sustentável.
Em seguida, Lula conversou com Chen Qi, presidente da Windey Technology. A companhia produz turbinas eólicas e já atua em projetos de energia renovável em países emergentes. O governo brasileiro busca atrair investimentos diretos em parques eólicos no Nordeste, região com alto potencial de geração.
Empresa militar chinesa entra no radar brasileiro
Lula também se encontrou com Cheng DeFang, CEO da Norinco, conglomerado ligado ao setor de defesa. A empresa oferece tecnologias em eletrônicos, sistemas de segurança e logística industrial. Apesar da natureza militar da empresa, o encontro girou em torno de cooperação tecnológica em áreas civis. Especialistas apontam que o Brasil estuda adaptar tecnologias dual-use (uso civil e militar) para aplicações estratégicas.
Brasil sinaliza nova fase na geopolítica internacional
No fim do dia, Lula participa do Fórum Empresarial Brasil-China. O evento deve selar até 16 acordos de cooperação nas áreas de infraestrutura, energia, agricultura e inovação. Outros 32 acordos seguem em fase de negociação. A diplomacia brasileira tenta diversificar suas parcerias e reduzir a dependência de mercados tradicionais, como os Estados Unidos e a União Europeia.
A visita de Lula à China fortalece o posicionamento internacional do Brasil como mediador entre blocos econômicos concorrentes, além de abrir caminho para avanços em tecnologia e geração de empregos.
Perguntas frequentes
Não, se negociar com equilíbrio e exigir contrapartidas reais.
Ele reforça sua imagem global e atrai capital estrangeiro em áreas-chave.
Sim. A entrada de novas tecnologias pode baratear energia, criar empregos e melhorar infraestrutura.



