Mentiras e frieza: padrasto de Heloysa tentou enganar a polícia mesmo preso, afirma delegado; veja vídeo

Mesmo após a prisão, Benedito Anunciação Santana, de 40 anos, continuou tentando atrapalhar as investigações sobre o assassinato da adolescente Heloysa Maria de Alencastro Souza, de apenas 16 anos. A revelação foi feita pelo delegado Marcos Sampaio, responsável pelo caso, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (7), em Cuiabá.

De acordo com o delegado, Benedito foi interrogado três vezes – duas delas por iniciativa própria. Ele dizia ter “informações novas” para incluir no inquérito, mas tudo não passava de tentativas de desviar o foco da investigação. “O Benedito criou várias histórias para tentar desvirtuar o foco. Os dois depoimentos adicionais foram apenas invenções para dissimular os fatos”, afirmou o delegado.

Crime foi premeditado e quase vitimou também a mãe da adolescente

Benedito premeditou o assassinato de Heloysa e ordenou que seu próprio filho, Gustavo Benedito Junior Lara de Santana, de 18 anos, o executasse junto com dois adolescentes já apreendidos. Eles também planejavam matar Suellen Alencastro Arruda, mãe da vítima, mas não a encontraram no momento porque ela chegou depois à casa onde os criminosos já haviam asfixiado a adolescente. No entanto, ela sofreu agressões físicas.

Ainda segundo o delegado, desde o início do relacionamento com Suellen, em dezembro, Benedito demonstrava comportamentos violentos – mesmo sem agressões físicas. Ele controlava amizades, vestimentas e manifestava ciúmes excessivos, sobretudo da relação próxima entre mãe e filha. “Diante desse cenário, percebemos que ele já estava disposto a agir violentamente caso visse a relação ameaçada”, ressaltou Sampaio.

Adolescentes agiram com frieza e não demonstraram arrependimento

O delegado também destacou a postura dos dois adolescentes apreendidos, um de 17 e outro de 16 anos. Conforme seus depoimentos, eles não demonstraram nenhum arrependimento. Pelo contrário: a preocupação principal era com a repercussão do crime entre os internos da unidade socioeducativa.

“Eles estavam receosos da repercussão social. Tiveram medo de sofrer represálias de outros adolescentes infratores que estão internados com eles”, explicou Sampaio. Ainda não há confirmação se os menores estavam sob efeito de drogas no dia do crime.

Relembre o caso

As autoridades encontraram Heloysa morta no dia 22 de abril, dentro de um poço no bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá. A polícia inicialmente tratou o caso como sequestro e roubo, mas depois passou a investigá-lo como feminicídio. Um dos envolvidos estrangulou a jovem com um cabo de celular e a jogou no poço ainda com vida. Um dos adolescentes apreendidos confessou o crime e revelou ter agido sob ordens de Benedito, com ajuda de Gustavo e outro menor.

Atualmente, Benedito e o filho estão presos preventivamente em celas separadas do raio oito da Penitenciária Central do Estado (PCE).

📢 Quer acompanhar de perto os casos que chocam a região?
👉 Acesse agora o Vovô de Olho no Perrengue Mato Grosso 🕵️‍♀️🔎⚖️

📸 Siga o Perrengue no Instagram e fique por dentro de tudo da maior página do Mato Grosso!
👉 @perrenguematogrosso 📱👀🗞️

Perguntas frequentes

O que Benedito fez para tentar atrapalhar as investigações mesmo após ser preso?

Ele solicitou dois novos interrogatórios e apresentou versões falsas dos fatos, tentando confundir a polícia e desviar o foco da investigação.

Quem participou diretamente do assassinato de Heloysa?

O filho de Benedito, Gustavo Benedito Junior Lara de Santana, de 18 anos, e dois adolescentes, já apreendidos, executaram o crime sob orientação do padrasto.

Por que a polícia mudou a tipificação do caso de roubo para feminicídio?

Porque as investigações revelaram que os envolvidos premeditaram o assassinato de Heloysa, motivado por ciúmes e violência psicológica dentro do contexto familiar.

Castelino Roberto

Curtiu? Compartilhe

Ajuda a espalhar a notícia — manda no grupo.

Continue lendo