Na noite de segunda-feira (7), um entregador por aplicativo sofreu um acidente ao colidir com um cone de sinalização na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (CPA), em Cuiabá. O motociclista trafegava pela via quando atingiu o obstáculo posicionado em frente a uma obra do BRT. O impacto o derrubou da moto, provocando escoriações no braço e na perna.
O Samu prestou atendimento no local e encaminhou o entregador ao Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá. A equipe médica o manteve em observação, e seu estado de saúde permanece estável. A Polícia Militar isolou a área e controlou o tráfego, que ficou lento até a remoção da motocicleta.
Moradores denunciam escuridão e má sinalização
Comerciantes da região confirmaram que os postes de iluminação pública estão apagados há semanas. A escuridão cobre parte da avenida, comprometendo a visibilidade de quem circula no trecho. Tapumes, montes de terra e máquinas espalhadas pela pista agravam o cenário.
Um motorista que testemunhou o acidente alertou: “A via está muito escura. A gente só vê o cone quando já está em cima dele. Isso podia ter sido muito mais grave.”
Apesar da presença de alguns cones e barreiras, a sinalização se mostra insuficiente para garantir a segurança de quem trafega à noite pela avenida.
Obras do BRT colocam trabalhadores em risco
A avenida do CPA é uma das principais vias de Cuiabá, especialmente à noite, quando aumenta o número de entregadores em circulação. As obras do BRT, previstas para modernizar o transporte coletivo da capital, continuam sem planejamento adequado de segurança viária.
Especialistas em mobilidade urbana apontam que os gestores públicos precisam priorizar a proteção de pedestres e motociclistas durante qualquer intervenção urbana. A ausência de iluminação e a má sinalização colocam em risco trabalhadores que dependem das ruas para garantir o sustento.
Perguntas frequentes
A sinalização é precária e a falta de iluminação em trechos movimentados aumenta o risco de colisões.
Sim. Cabe à gestão municipal garantir sinalização adequada, iluminação e segurança viária durante intervenções.
Sim, desde que comprovem negligência do poder público ou da empresa responsável pela obra.







