A Polícia Civil prendeu uma falsa médica oftalmologista e mais três suspeitos em Comodoro, a 677 km de Cuiabá. O grupo realizava exames de vista e prescrevia receitas médicas sem autorização. Uma denúncia anônima levou os agentes ao local na última quinta-feira (13), onde constataram as irregularidades.

Consultório clandestino funcionava dentro de um hotel
Os suspeitos atendiam pacientes em um hotel sem qualquer regulamentação. No momento da abordagem, a falsa médica, de 49 anos, apresentava apenas uma cópia de um certificado de conclusão de curso. A polícia verificou que ela possuía formação para exames optométricos, mas não tinha autorização para prescrever receitas.
Os agentes também identificaram que as receitas não tinham carimbo ou número de registro profissional, aparecendo apenas com uma simples rubrica. A irregularidade comprometia a segurança dos pacientes e configurava crime contra a saúde pública.
Venda ilegal de óculos e sonegação fiscal
Além do exercício ilegal da medicina, o grupo vendia armações de óculos sem licenciamento da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz). A falta de notas fiscais e recolhimento de impostos indicava um possível esquema de sonegação fiscal.
Fiscais tributários da Prefeitura de Comodoro participaram da ação para investigar as irregularidades e aplicar as penalidades cabíveis.
Esquema operava em várias cidades e estados
Os investigadores encontraram documentos que mostravam a atuação do grupo em outras cidades de Mato Grosso e em estados vizinhos. O material apreendido indicava que os suspeitos já realizavam esses atendimentos há bastante tempo.
A falsa médica se apresentava como técnica optometrista, mas atuava ilegalmente como oftalmologista, enganando pacientes e colocando a saúde visual de muitas pessoas em risco.
Autoridades mantêm investigações e reforçam fiscalização
A Polícia Civil encaminhou todos os suspeitos à delegacia e interrogou o grupo. O delegado Ricardo Marques Sarto autuou a falsa médica em flagrante por exercício ilegal da medicina, crime previsto no artigo 282 do Código Penal. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis ramificações do esquema.
Perguntas frequentes
Você corre sérios riscos à saúde, pois diagnósticos errados e tratamentos inadequados podem agravar seu problema em vez de resolvê-lo.
Verifique o registro no site do Conselho Federal de Medicina (CFM) e desconfie de consultas em locais não regulamentados, como hotéis e salões de beleza.
O exercício ilegal da medicina é crime e pode resultar em até dois anos de prisão, além de outras penalidades conforme o caso.







