Um vídeo gravado na noite de quarta-feira (12) mostra um morador despejando lixo no córrego da Avenida Senador Metello, próximo aos condomínios Piazza, em Cuiabá. A cena revela um problema recorrente na cidade: o descarte irregular de resíduos, que contamina rios, entope galerias pluviais e intensifica alagamentos.
Descarte de lixo provoca enchentes e destruição ambiental
O lixo jogado nos córregos bloqueia a passagem da água, sobrecarrega os sistemas de drenagem e provoca enchentes em períodos de chuva. Plásticos, entulhos e outros resíduos se acumulam, degradam a qualidade da água e comprometem a fauna e flora locais. Esse tipo de crime ambiental causa prejuízos estruturais e financeiros para moradores e comerciantes das áreas atingidas.
Lixo favorece proliferação de doenças
A sujeira acumulada nos córregos atrai ratos, baratas e escorpiões, aumentando a transmissão de doenças como leptospirose e febre tifoide. Além disso, recipientes descartados de forma inadequada acumulam água parada e se tornam criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. Com o aumento dos casos de dengue em Cuiabá, a situação se torna ainda mais alarmante.
Leis ambientais punem infratores
A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) prevê multas e até detenção para quem descarta lixo irregularmente. Além disso, normas municipais regulamentam a gestão de resíduos sólidos e determinam punições aos infratores. No entanto, muitos descartes ocorrem em horários estratégicos e em locais de difícil fiscalização, dificultando a aplicação das penalidades.
Perguntas frequentes
O lixo bloqueia a passagem da água, entope bueiros e galerias pluviais, impedindo o escoamento adequado da chuva e provocando alagamentos.
A sujeira atrai ratos, baratas e mosquitos, aumentando o risco de leptospirose, febre tifoide e dengue.
Qualquer pessoa flagrada descartando lixo irregularmente pode receber multas e, em casos graves, até responder criminalmente por crime ambiental.






