A Justiça libertou Francisco José Andriotti Prada, 53 anos, após ele pagar uma fiança de R$ 10 mil nesta sexta-feira (14). Câmeras de segurança registraram o momento em que ele permitiu que seus quatro cães atacassem e matassem um gato. Durante o depoimento, Francisco alegou sofrer de transtornos psiquiátricos e afirmou que alienígenas implantaram um chip em seu cérebro na adolescência. O juiz Vagner Dupim Dias, da Comarca de Juína, determinou que ele passe por um exame de sanidade mental em até 10 dias.
Investigação expõe contradições no depoimento
Francisco declarou que o gato tocou na cerca elétrica antes de ser atacado pelos cães. Ele disse que ficou “paralisado” devido a sua condição de saúde e não conseguiu impedir a ação dos animais. No entanto, ao analisar as imagens, a polícia constatou que ele permaneceu imóvel enquanto os cães atacavam.
Inicialmente, Francisco negou se reconhecer no vídeo, mas depois admitiu que usava uma camiseta azul, confirmando a veracidade das gravações. A defesa apresentou um atestado médico que aponta diagnóstico de Transtorno Afetivo Bipolar e episódios de delírios persecutórios e místicos. O documento também informa que Francisco acredita ter recebido um implante cerebral de alienígenas e que se considera um “profeta de Deus”.
Juiz proíbe posse de animais e determina exame psiquiátrico
O juiz Vagner Dupim Dias concedeu liberdade provisória, mas impôs restrições. Francisco não pode manter animais sob sua guarda enquanto o processo estiver em andamento. Além disso, a Justiça determinou a realização do exame de sanidade mental para avaliar sua capacidade de responder pelos atos cometidos.
“O investigado dirige veículos e demonstrou lucidez na audiência. No entanto, diante do documento apresentado pela Defensoria Pública, a ciência médica precisa se manifestar”, declarou o magistrado ao justificar a necessidade do exame psiquiátrico.
Repercussão e indignação nas redes sociais
O vídeo do ataque viralizou e causou revolta entre ativistas e defensores dos direitos dos animais. Usuários pediram punição severa para Francisco, destacando a crueldade do crime.
O Código Penal Brasileiro prevê até cinco anos de reclusão para crimes de maus-tratos a animais quando há agravantes, como a morte da vítima. O caso segue sob investigação e novas provas podem surgir nos próximos dias. O resultado do exame psiquiátrico pode definir o futuro do processo e a eventual responsabilização do acusado.
Perguntas frequentes
Ela não recebe pena de prisão, mas pode ser internada em um hospital psiquiátrico ou receber outras medidas de segurança.
Sim, configura maus-tratos e pode resultar em prisão de até cinco anos, além de multa.
Ele verifica se a pessoa tem capacidade de entender seus atos e responder por eles legalmente.



