Projeto mulheres nas ciências ambientais: impulsionando o protagonismo feminino em Mato Grosso

Na última quinta-feira (13), a vereadora Maysa Leão (Republicanos) acolheu na Tribuna Livre da Câmara Municipal de Cuiabá representantes do projeto “Mulheres e Meninas em Ciências Ambientais — uma jornada de descoberta”. A iniciativa, desenvolvida na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), visa incentivar a participação feminina nas ciências ambientais, oferecendo um espaço de aprendizado e troca de experiências para mulheres interessadas na área.

A origem e o legado do projeto

O programa de pós-graduação em Física Ambiental da UFMT teve início em 2002, sob a liderança do professor José de Sousa Nogueira, conhecido como Paraná. Seu legado destaca a formação de especialistas dedicados ao estudo dos ecossistemas únicos de Mato Grosso, estado que abriga três biomas distintos: Amazônia, Cerrado e Pantanal. A coordenadora do movimento, professora Soilce Carrilho, enfatizou a importância de formar mestres e doutores para investigar e preservar esses ecossistemas.

Diversidade e impacto das pesquisadoras

A mestranda Alessandra Saturnino, delegada de polícia e estudante de Física Ambiental, ressaltou a diversidade do grupo, composto por profissionais de diferentes áreas, como agronomia, física, química e engenharia. Ela destacou que o foco do programa é realizar ciência voltada para a comunidade, promovendo o trabalho social e o bem coletivo. Segundo Alessandra, a perspectiva feminina na ciência ambiental frequentemente considera os impactos no coletivo, refletindo uma preocupação com as futuras gerações.

Desafios e superação na carreira Científica

A vereadora Maysa Leão reconheceu as dificuldades enfrentadas pelas mulheres na ciência, como a necessidade de conciliar responsabilidades familiares e profissionais. Ela enfatizou que coletivos como o “Mulheres e Meninas em Ciências Ambientais” oferecem suporte essencial para que muitas mulheres persistam e alcancem seus objetivos acadêmicos e científicos.

Participação feminina na ciência brasileira

A participação de mulheres na ciência brasileira tem apresentado crescimento significativo. Nos últimos 20 anos, houve um aumento de 29% na presença feminina como autoras de publicações científicas, alcançando 49% em 2022. O Brasil ocupa a terceira posição entre os países com maior participação feminina na ciência, atrás apenas de Argentina e Portugal.

Perguntas e Respostas

  1. Qual é o objetivo principal do projeto “Mulheres e Meninas em Ciências Ambientais”?

Incentivar e promover o protagonismo feminino nas ciências ambientais, oferecendo um espaço de aprendizado e troca de experiências para mulheres interessadas na área.

  1. Quais são os três biomas presentes no estado de Mato Grosso?

Amazônia, Cerrado e Pantanal.

  1. Como tem sido a evolução da participação feminina na ciência brasileira nas últimas duas décadas?

Houve um aumento de 29% na presença de mulheres como autoras de publicações científicas, atingindo 49% em 2022, posicionando o Brasil como o terceiro país com maior participação feminina na ciência.

Fabíola Maria Costa Silva

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