Vitória histórica: povos indígenas do Pará revogam lei que ameaçava educação presencial; Veja vídeo

Após intensa mobilização, os povos indígenas do Pará conquistaram a revogação da Lei nº 10.820/2024, que permitia substituir o ensino presencial por aulas exclusivamente virtuais nas escolas indígenas do estado. O Poder Legislativo paraense aprovou a decisão por unanimidade nesta quarta-feira (12).

A ocupação que mudou o cenário

A revogação ocorreu após 30 dias de ocupação pacífica na Seduc-PA, iniciada em 14 de janeiro. Indígenas e educadores protestaram contra a lei que ameaçava o Somei, crucial para aulas em áreas remotas.

Negociações e acordos

A pressão das manifestações levou o governador Helder Barbalho a assinar um termo de compromisso para revogar a lei. O acordo prevê a criação de um grupo de trabalho com representantes do governo, educadores e povos tradicionais para elaborar um novo Estatuto do Magistério e Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos profissionais da educação básica paraenses.

Repercussão e próximos passos

Os indígenas celebraram a decisão com cantos ancestrais e festividades em frente à Assembleia Legislativa do Pará. Apesar de desocuparem a Seduc, afirmaram que permanecerão vigilantes até que o governo publique oficialmente a revogação no Diário Oficial do Estado. Eles também enfatizaram a importância de consultá-los na elaboração de novas políticas educacionais que os afetem diretamente.

Perguntas e Respostas

Como a Lei nº 10.820/2024 afetava a educação indígena?

A lei permitia a substituição do ensino presencial por aulas exclusivamente virtuais nas escolas indígenas, comprometendo a qualidade da educação em regiões remotas.

Qual foi a principal estratégia dos indígenas para revogar a lei?

A ocupação pacífica da Secretaria de Educação do Estado do Pará por 30 dias, juntamente com negociações com o governo estadual.

O que está previsto após a revogação da lei?

A formação de um grupo de trabalho para elaborar um novo Estatuto do Magistério e Plano de Cargos, Carreiras e Salários, com a participação de representantes indígenas e educadores.

Fabíola Maria Costa Silva

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