Um homem em situação de rua, de 45 anos, morreu ao cair de um viaduto com mais de sete metros de altura, na madrugada deste domingo (5), em Belo Horizonte. Ele dormia sob uma das estruturas do Ribeirão Arrudas, na região Oeste da capital, quando o acidente aconteceu. De acordo com moradores, o homem utilizava o local como abrigo havia meses e costumava guardar ali seus poucos pertences. O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil e da Polícia Militar, que precisaram içar o corpo da vítima devido à dificuldade de acesso à área.
Moradores relatam que vítima já havia caído antes
Moradores da região contaram que o homem era bastante conhecido por circular pelas ruas e recolher materiais recicláveis no leito do Arrudas. Além disso, ele usava uma corda improvisada para subir e descer do local, o que tornava a situação ainda mais arriscada. Segundo um morador que preferiu não se identificar, o homem já havia caído do mesmo ponto anteriormente, mas sobreviveu. “Naquela vez ele teve sorte, mas agora não conseguiu escapar”, relatou. Outro morador explicou que a vizinhança já havia alertado o homem sobre o perigo, porém ele insistia em permanecer sob o viaduto, afirmando que se sentia mais seguro ali do que nas ruas.
Bombeiros enfrentam resgate difícil
Logo após a queda, testemunhas acionaram o Corpo de Bombeiros, que chegou rapidamente ao local. Entretanto, por causa da altura e do terreno irregular, o resgate exigiu o uso de cordas e equipamentos especializados para içar o corpo. Após a retirada, a Polícia Civil iniciou as investigações para esclarecer as circunstâncias exatas da queda. Moradores acompanharam a ação e lamentaram profundamente o ocorrido, destacando que o homem era conhecido pela humildade e pela luta diária por sobrevivência. O caso reacendeu o debate sobre a vulnerabilidade de pessoas em situação de rua e a falta de abrigos seguros na cidade.
Perguntas frequentes
O acidente ocorreu sob um viaduto do Ribeirão Arrudas, na região Oeste de Belo Horizonte.
Eles relataram que o homem recolhia materiais recicláveis e já havia caído do mesmo local anteriormente.
Os bombeiros içaram o corpo com o uso de cordas e equipamentos, devido à altura e à dificuldade de acesso ao viaduto.



