O vereador Rogério Varanda (PSDB) acusou Marcrean Santos (MDB) de ameaçar moradores do Loteamento Flor de Mata, em Cuiabá. Varanda alegou que Marcrean cobrou parcelas dos lotes de maneira truculenta devido a divergências políticas.
Acusações de Rogério Varanda
Rogério Varanda afirmou que Marcrean Santos intimidou moradores que apoiam outro pré-candidato. Segundo Varanda, Marcrean ameaçou os moradores com remoção caso não pagassem as parcelas do lote conforme acordo judicial. Varanda prometeu acionar o Ministério Público Estadual (MPE) e a Comissão de Ética da Câmara de Cuiabá, acusando Marcrean de quebra de decoro parlamentar. Ele declarou: “Marcrean Santos agora virou cobrador de parcelas. Cuida do povo. Respeita os moradores”.
Defesa de Marcrean Santos
Entretanto, Marcrean Santos negou as acusações, explicando que seu papel foi apenas conscientizar os moradores sobre a importância de cumprir o acordo judicial. Além disso, ele destacou seu esforço desde 2016 para melhorar a comunidade, trazendo serviços essenciais como luz, água e transporte coletivo. Marcrean afirmou: “Não existe cobrança truculenta. O vereador não está ameaçando, não existe!”
Contexto do conflito
O acordo judicial exige que cada morador pague R$ 8.150,00 por lote, com a Associação dos Moradores responsável por um total de R$ 10,8 milhões. Marcrean explicou que os boletos são emitidos pela associação e que os moradores devem pagar para evitar complicações legais. “A Associação de Moradores está cobrando as pessoas que fizeram o compromisso em juízo para depositarem o dinheiro”, disse Marcrean.
Novas acusações
Além disso, Marcrean anunciou que registrará um boletim de ocorrência contra Rogério Varanda por ameaça de morte. Ele disse: “Estou com o vídeo, não sou homem de procurar confusão com ninguém, mas já que ele não faz nada e procura o que não deve, vou registrar um boletim de ocorrência pela ameaça que ele fez nessa tribuna: mato ou morro”.
Esse embate entre vereadores revela tensões políticas e destaca a luta dos moradores do Loteamento Flor de Mata para regularizar suas propriedades. As acusações e defesas levantam questões sobre a ética na cobrança de dívidas e o papel dos vereadores na mediação de conflitos comunitários. Dessa forma, a situação promete novos desdobramentos, com possíveis ações legais influenciando o cenário político local.
