Na última quarta-feira (3/7), um homem foi flagrado ao lado de sua esposa destruindo um terreiro de candomblé no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife, Pernambuco. Utilizando uma marreta, o agressor, identificado como Thiago Campelo de Melo, de 43 anos, danificou diversos objetos do centro religioso, incluindo jarros de plantas e um banco de concreto.
As imagens da depredação foram amplamente divulgadas nas redes sociais, mostrando Melo tentando remover instalações de um jardim destinado a crianças. De acordo com o portal G1, uma integrante do Terreiro Ilê Axé Oyá Igbalé Funan relatou que a esposa do agressor a ofendeu com termos racistas, chamando-a de “negra safada”.
O conflito entre o suspeito e os integrantes do terreiro teria começado na terça-feira (2/7), motivado pela construção de um espaço de convivência para crianças no local. O agravante é que a depredação ocorreu no Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial, o que acentua a gravidade do ato.
Thiago Campelo de Melo, que é vizinho do terreiro há cerca de seis meses, retornou ao local na manhã seguinte para continuar a destruição. Além do vandalismo, ele agora enfrenta acusações de injúria racial, um crime grave que está sendo investigado pela Polícia Civil.
Este incidente destaca a intolerância religiosa e o racismo ainda presentes na sociedade brasileira, chamando a atenção para a necessidade de medidas mais eficazes para proteger centros religiosos e seus membros.
A depredação de locais de culto é um crime que fere não apenas o patrimônio material, mas também a dignidade e o direito à liberdade religiosa garantido pela Constituição. O caso de Thiago Campelo de Melo serve como um lembrete urgente da importância de promover o respeito e a convivência pacífica entre diferentes crenças e culturas.
A investigação está em andamento, e a comunidade espera que justiça seja feita para que episódios de intolerância como este não se repitam.





