O vereador Jeferson Siqueira (PSD), único representante do partido na Câmara Municipal de Cuiabá, anunciou seu apoio à pré-candidatura de Eduardo Botelho (União Brasil) à Prefeitura de Cuiabá. Em entrevista ao site O Matogrossense, Jeferson afirmou que não seguirá a orientação da sigla, que apoia Lúdio Cabral (PT), e decidiu apoiar Eduardo Botelho nas eleições deste ano.
Jeferson Siqueira elogiou o ministro Carlos Fávaro pela condução democrática do PSD, permitindo diversidade de apoios, como ocorreu em 2022, quando parte do partido apoiou Bolsonaro e outra parte, Lula. Jeferson ressaltou que entende a questão partidária, mas acredita que Eduardo Botelho é a melhor opção para Cuiabá. Esse alinhamento, segundo ele, reflete o desejo da população cuiabana.
Ademais, a decisão de Jeferson em apoiar Botelho teve o respaldo do PSD. Carlos Fávaro e Eduardo Botelho conversaram e decidiram liberar o vereador para apoiar a pré-candidatura ao Palácio Alencastro. Jeferson destacou que a condução democrática do partido facilitou essa decisão.
Divisão no PSD de Mato Grosso
O PSD, atualmente parte da base do governo Lula, mostra sinais de falta de sintonia com o apoio à pré-candidatura de Lúdio Cabral. Apesar do compromisso com Cabral, algumas lideranças do partido demonstram insatisfação com os rumos da legenda e oposição às decisões de Carlos Fávaro. Deputados estaduais como Ninho e Wilson Santos já manifestaram desinteresse em seguir a orientação partidária. O deputado Nininho, por exemplo, anunciou que deixará a legenda na próxima janela partidária, em 2026, e já recebeu um convite da deputada estadual Janaina Riva para se filiar ao MDB.
Essa situação revela fragilidades na liderança de Carlos Fávaro dentro do PSD, levantando questionamentos sobre sua capacidade de manter a coesão e o alinhamento partidário. Além disso, as divergências internas podem impactar a dinâmica política do partido e influenciar as próximas eleições em Mato Grosso.
Em conclusão, o apoio de Jeferson Siqueira a Eduardo Botelho exemplifica a diversidade de opiniões dentro do PSD e reflete as complexidades da política partidária em Mato Grosso. A decisão, respaldada pelo partido, destaca a importância de ouvir as bases e considerar as particularidades regionais na condução de uma legenda política.







