A Câmara Municipal de Cuiabá aprovou a abertura de uma Comissão Processante contra o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). O vereador Felipe Corrêa (PL) protocolou o pedido, destacando irregularidades financeiras e o descumprimento do teto de 95% para despesas correntes, infrações que, segundo ele, também ocorreram em 2022.
Segunda tentativa em menos de um mês
Felipe Corrêa, em menos de um mês, apresentou seu segundo pedido de Comissão Processante contra o prefeito. Na última quinta-feira, ele já havia protocolado uma comissão para investigar supostas infrações político-administrativas de Pinheiro. Corrêa criticou a demora da Procuradoria da Câmara Municipal em fornecer um parecer e enfatizou a urgência de uma resposta para votação na próxima terça-feira.
Além disso, Dilemário Alencar (Podemos) detalhou um déficit de R$ 229,4 milhões na Secretaria Municipal de Saúde e mais R$ 160 milhões na Empresa Cuiabana de Saúde Pública. Ele também mencionou uma dívida de R$ 200 milhões confessada pelo prefeito. Essas acusações incluem o não pagamento de R$ 30 milhões em emendas impositivas, destinadas a cirurgias eletivas, o que agrava ainda mais a situação de Pinheiro.
Próximos passos
A Procuradoria da Câmara está analisando a constitucionalidade dos pedidos, e a decisão sobre a abertura da Comissão Processante será votada na próxima semana. Se aprovada, essa medida pode resultar na cassação do mandato de Emanuel Pinheiro, previsto para terminar em dezembro deste ano.
Em síntese, a situação política em Cuiabá se intensifica com as graves acusações contra a administração de Emanuel Pinheiro. A Comissão Processante representa um passo crucial que pode alterar o cenário político da capital mato-grossense. Ademais, a população espera ansiosamente pelos desdobramentos desta investigação, que promete revelar novos detalhes sobre a atual gestão.







