Já viveu o drama de não acharem sua veia durante o #examedesangue? O incômodo para realizar a coleta parece estar com os dias contados: um aparelho que permite visualizar as veias em tempo real está conquistando adeptos em todo o mundo.
A máquina usa luzes infravermelhas para projetar sobre a pele do paciente um mapa das veias e artérias, revelando ao profissional de saúde exatamente onde colocar a agulha.
A tecnologia funciona a partir da principal célula do sangue, a hemoglobina, que reage à luz infravermelha, absorvendo a iluminação e permitindo o mapeamento que é lido, em tempo real, pelo aparelho.
Além de ajudar na hora de tirar sangue, a tecnologia também pode ser útil durante a realização de procedimentos cirúrgicos e estéticos para evitar acidentes com anestesias, colocação de catéteres e aplicações de toxinas injetáveis, como o botox.
No Brasil, o Hospital Universitário da #Univasf, em Pernambuco, está fazendo testes com a tecnologia desde 2022. Os enfermeiros estão sendo capacitados para usar a tecnologia ao mesmo tempo em que é realizado um estudo clínico para comparar os benefícios do uso do aparelho no atendimento de adultos com acesso intravenoso difícil.
Os resultados da pesquisa podem embasar a adoção do Accuvein ou de aparelhos similares em hospitais do Sistema Único de Saúde (#SUS).
A capacidade de projetar um mapa detalhado das veias na pele do paciente em tempo real minimiza o desconforto e a ansiedade associados à dificuldade em encontrar veias, uma questão comum que pode complicar exames e tratamentos.
Essa inovação tecnológica, empregando luzes infravermelhas para detectar a reação da hemoglobina e mapear o sistema vascular com precisão, amplia significativamente as aplicações médicas, indo além da coleta de sangue.
Em procedimentos cirúrgicos, estéticos, e na administração de medicamentos ou anestesias, essa tecnologia promete reduzir os riscos de complicações, otimizando a segurança e o conforto do paciente.
A iniciativa do Hospital Universitário da Univasf, em Pernambuco, de testar e capacitar enfermeiros no uso desta tecnologia, juntamente com a realização de um estudo clínico, é um passo importante na avaliação de sua eficácia e potencial inclusão nos protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS).
A adoção generalizada desses aparelhos poderia significar um avanço considerável na qualidade do atendimento médico, oferecendo uma solução prática para um desafio comum enfrentado por profissionais de saúde diariamente, e marcando um progresso significativo na prática médica e no cuidado ao paciente no Brasil.
Via Metrópoles



