Ataques aéreos registrados na segunda-feira (16) deixaram um rastro de destruição em Cabul e provocaram a morte de mais de 400 pessoas, além de cerca de 265 feridos. Vídeos divulgados nesta terça-feira (17) mostram um hospital completamente tomado por corpos, evidenciando a gravidade da ofensiva atribuída ao Paquistão.
As imagens viralizaram nas redes sociais e revelam o colapso no atendimento às vítimas. Profissionais de saúde tentam organizar o espaço em meio ao grande número de mortos e feridos, enquanto familiares buscam informações sobre desaparecidos.
Autoridades divergem sobre alvo do ataque
O porta-voz do Talibã, Hamdullah Fitrat, afirmou que o bombardeio atingiu diretamente o Hospital Omid, que funciona como centro de reabilitação para dependentes químicos. Segundo ele, o local não possuía qualquer estrutura militar e atendia apenas civis.
O governo do Paquistão negou a acusação e afirmou que conduziu uma operação estratégica contra alvos considerados ameaças à segurança. Em nota, o país declarou que atingiu apenas instalações ligadas a grupos armados, classificando as denúncias como “enganosas”.
Escalada aumenta risco de novos confrontos
A tensão entre Afeganistão e Paquistão cresceu desde fevereiro deste ano e já é considerada a pior dos últimos tempos. Os dois países mantêm uma relação marcada por conflitos ao longo da fronteira de cerca de 2.600 quilômetros.
O novo ataque intensifica a preocupação internacional, principalmente pelo alto número de vítimas civis. Organizações alertam para o agravamento da crise humanitária e para o risco de novos bombardeios na região.
Enquanto autoridades trocam acusações, moradores enfrentam medo, perdas e incertezas sobre os próximos dias.
Perguntas e respostas
Onde ocorreu o bombardeio?
O ataque aconteceu em Cabul, capital do Afeganistão.
Quantas vítimas foram registradas?
Mais de 400 mortes e cerca de 265 pessoas feridas.
Qual a posição do Paquistão?
O país nega ter atingido civis e afirma que atacou apenas alvos militares.





