3 descobertas astronômicas que revolucionaram a história

A astronomia influencia o modo com que a humanidade se relaciona com o mundo desde os tempos mais remotos. Nossos antepassados conseguiam observar pelo céu a passagem dos dias e a mudança das estações, por exemplo. Através da astronomia, conseguimos também prever o clima, dominar a agricultura e compreender sobre navegação.

Nas últimas décadas, conseguimos enviar satélites para o espaço e explorar outros planetas do sistema solar que permitiram entender sobre nossa galáxia e sobre o início de tudo. Para isso, o investimento em ciência é fundamental.

Recentemente a Nasa anunciou que irá destinar um orçamento de US$ 192 milhões (R$ 936 milhões de reais) para uma missão espacial que tem por objetivo estudar o Sol e obter informações importantes que ajudarão a proteger astronautas, sinais de comunicação, satélites, e ter conhecimentos mais profundos sobre o universo, além de entender melhor a conexão do astro-rei com o nosso planeta.

Graças aos investimentos em pesquisa e ciência, descobertas astronômicas são realizadas todo ano. Só nos primeiros meses de 2022 ocorreram algumas de grande relevância, confira a seguir:

  1. Planeta com chuva de lava
  2. Fotografia de um buraco negro
  3. Cultivo de planta em solo lunar
1- Planeta com chuva de lava
O planeta onde possivelmente chove lava que será estudado pela Nasa - Revista Galileu | Espaço
Foto: Ilustração/ Reprodução

Apesar de ter sido descoberto em 2004 pela Nasa, somente agora o exoplaneta (classificação dada para planetas fora do Sistema Solar) 55 cranci poderá ser melhor estudado e observado. Os cientistas da agência espacial norte-americana estão se preparando para usar o potente telescópio James Webb para explorar o local que fica a apenas 2,4 milhões de quilômetros de distância de uma estrela, que é parecida com o nosso Sol. Com essa proximidade, há chuva de lava no 55 cranci.

Ainda no final de maio, a NASA anunciou que vai usar o James Webb para estudar também o LHS 3844 b. Os dois exoplanetas são chamados por cientistas de “super Terras” por serem rochosos e pelo tamanho próximo ao do nosso planeta. O problema é que ambos possuem condições climáticas e geológicas extremas.

Os cientistas dizem que estudar esses locais podem ajudar a compreender o nosso próprio planeta. “Eles nos darão novas perspectivas fantásticas sobre planetas semelhantes à Terra em geral, ajudando-nos a aprender como a Terra primitiva poderia ter sido quando era quente como esses planetas são hoje“, disse Laura Kreidberg, do Instituto de Astronomia Max Planck, à Nasa.

2- Fotografia de um buraco negro

A primeira foto de um buraco negro localizado no centro da Via Láctea, a nossa galáxia, foi divulgada por um consórcio internacional de cientistas em maio. O Sagitário A* é um buraco negro supermassivo, localizado a cerca de 26 mil anos-luz da Terra.

Nova imagem confirma estudos sobre o primeiro buraco negro já fotografado – Jornal da USP
Foto: Reprodução

O registro foi feito pelo Event Horizon Telescope, uma rede de onze radiotelescópios espalhados pelo globo e que são operados em conjunto.

O cientista Geoffrey Bower, do Instituto de Astronomia e Astrofísica da Academia Sinica, em Taipei, afirmou que “estas observações sem precedentes aumentaram grandemente o nosso conhecimento do que acontece mesmo no centro da nossa Galáxia e nos dão novas pistas sobre como é que estes buracos negros gigantes interagem com o meio que os rodeia“.

3- Cultivo de planta em solo lunar
Pesquisadores cultivam planta em solo lunar pela 1ª vez
Pesquisadores cultivam planta em solo lunar pela 1ª vez- Foto: Reprodução

Cientistas do Instituto de Ciências Alimentares e Agrícolas da Universidade da Flórida conseguiram pela 1º vez cultivar plantas em solo lunar. A experiência foi feita em amostras de terra da lua trazidas por Neil Armstrong e a sua tripulação, durante a Missão Apollo 11, há mais de 50 anos.

Os pesquisadores colocaram cerca de um grama de terra de cada vez, acrescentaram água e depois as sementes em pequenos vasos do tamanho de um dedal. Uma solução nutritiva foi também adicionada diariamente.

Ao mesmo tempo, foram plantadas sementes no solo da nossa própria Terra e amostras de solo lunar e marciano para comparação.

Após dois dias, as sementes das amostras lunares germinaram. Mas depois disso, descobriu-se que as plantas lunares cresciam mais lentamente e tinham raízes atrofiadas.

Para Bill Nelson, chefe da agência espacial americana, “esta investigação é crucial para os objetivos de exploração humana a longo prazo da NASA. Teremos de utilizar os recursos encontrados na Lua e em Marte para desenvolver fontes alimentares para os futuros astronautas que viverão no espaço profundo“.

Via Yahoo finanças

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