Empresário sai do CDP 2 de Guarulhos
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, deixou o Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos (SP) nesta sexta-feira (28), após 12 dias preso preventivamente. A Polícia Federal o deteve no dia 18, quando tentava embarcar em um avião no Aeroporto de Guarulhos, sob suspeita de tentar deixar o país. A Justiça autorizou a soltura, mas determinou que Vorcaro cumpra medidas restritivas, como o uso de tornozeleira eletrônica, restrições de contato com outros investigados e permanência domiciliar em horários determinados.
Defesa contesta acusações e questiona prisão
A defesa de Vorcaro afirmou que a prisão se baseou em premissas incorretas e fatos antigos. Segundo os advogados, eles afirmam que “não há fraude de R$ 12 bilhões” e que o juiz aplicou a medida cautelar sem apresentar elementos contemporâneos que justificassem a detenção. A defesa destacou ainda que o Banco Central já decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, afastando qualquer risco sistêmico. Enquanto cumpre as restrições, Vorcaro acompanhará o andamento da investigação da operação Compliance Zero, que apura possíveis irregularidades nas transações entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
Investigação segue e afastamentos foram realizados
A Polícia Federal investiga movimentações suspeitas do Master, incluindo operações de crédito simuladas e negociações irregulares de carteiras de crédito. A Polícia Federal prendeu, além de Vorcaro, outros diretores e sócios do banco. As autoridades também afastaram o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, do cargo. . O BRB, banco público controlado pelo governo do Distrito Federal, afirmou que sempre cumpriu normas de compliance e prestou informações regularmente ao Ministério Público Federal e ao Banco Central. A PF apura se operações realizadas entre o BRB e o Master tiveram o objetivo de manter a instituição de Vorcaro ativa durante a análise de venda pelo Banco Central, proposta vetada em março deste ano.
A libertação de Daniel Vorcaro marca um novo capítulo da investigação, mas ele permanece sob fiscalização da Justiça. O cumprimento das medidas cautelares garante restrições à liberdade do empresário, enquanto a Polícia Federal continua reunindo provas e esclarecendo possíveis irregularidades.
PERGUNTAS E RESPOSTAS
12 dias no CDP 2 de Guarulhos.
Uso de tornozeleira eletrônica, restrições de contato e permanência domiciliar em horários específicos.
Investigar supostas fraudes e irregularidades em transações entre o Banco Master e o Banco de Brasília.






